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EUA enviam cerca de 600 militares à América Latina e ampliam operações contra o narcotráfico

Redação Rondônia Direto
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Um soldado do Exército dos EUA segura seu fuzil M16 durante os exercícios militares internacionais perto de Hohenfels, Alemanha, em 9 de abril de 2019 • Lennart Preiss/Getty Images

Os Estados Unidos iniciaram uma nova movimentação militar na América Latina, com o envio de aproximadamente 600 soldados para atividades de treinamento e cooperação com forças de segurança da região. A medida faz parte da ampliação das operações do governo americano contra o narcotráfico e poderá envolver apoio a unidades especializadas em ações contra suspeitos de tráfico de drogas.

As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (14) pelo jornal americano The New York Times, que ouviu autoridades familiarizadas com os deslocamentos.

O primeiro contingente pertence à 10ª Divisão de Montanha do Exército dos Estados Unidos, sediada em Fort Drum, no estado de Nova York. Os militares deverão participar de exercícios conjuntos com forças locais em países como Panamá, Colômbia e Honduras.

Segundo as fontes citadas pelo jornal, parte dos soldados também poderá atuar no suporte a equipes de Operações Especiais americanas durante eventuais incursões contra suspeitos de envolvimento com o narcotráfico. A reportagem não apresentou detalhes sobre possíveis missões dessa natureza.

Novo comando militar terá sede em Miami

A movimentação não se limita ao envio de tropas para treinamento. Centenas de outros militares americanos foram designados para integrar uma nova estrutura de comando voltada às operações no Hemisfério Ocidental.

A unidade terá sede em Miami, nos Estados Unidos, e fará parte da reorganização da presença militar americana na região.

A ampliação ocorre durante o governo do presidente Donald Trump, que tem utilizado o combate ao tráfico internacional de drogas como uma das justificativas para aumentar as atividades militares em países latino-americanos.

Drones militares também foram deslocados para Colômbia e Equador

O reforço das operações inclui aeronaves não tripuladas MQ-9 Reaper, transferidas da África para a América do Sul.

De acordo com informações divulgadas anteriormente pelo The New York Times, os equipamentos foram destinados a missões antidrogas e antiterrorismo na Colômbia e no Equador.

A transferência ocorreu no mês passado, enquanto a utilização das aeronaves nos dois países passou a ser noticiada na última semana.

O planejamento dessa movimentação havia sido antecipado pela CNN em setembro. Posteriormente, o jornal americano apresentou informações sobre os destinos dos drones, com base em relatos de dois funcionários dos Estados Unidos que solicitaram anonimato.

No Equador, o ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo, informou à imprensa local que duas aeronaves já estavam operando no espaço aéreo equatoriano.

Na Colômbia, autoridades haviam anunciado um acordo para receber três unidades do MQ-9 Reaper. O país também avalia a possibilidade de adquirir uma aeronave adicional.

O número total de drones que serão enviados aos dois países ainda não foi informado.

Comando Sul não comentou os deslocamentos

O Comando Sul dos Estados Unidos, responsável por supervisionar operações militares americanas em parte da América Latina e do Caribe, não apresentou manifestação ao ser procurado pelo The New York Times.

Até o momento, as informações divulgadas apontam para a combinação de exercícios militares, apoio operacional e utilização de aeronaves não tripuladas como parte da ampliação das atividades americanas de combate ao narcotráfico na região.

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