Irmãos morrem afogados no Rio Jamari durante reencontro com familiares após 40 anos

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Imagem reproduzida do site Jornal Rondônia

Os irmãos Edio de Souza, de 68 anos, e Sebastião de Souza, de 69, morreram afogados no Rio Jamari, em Ariquemes, na tarde de quarta-feira (16). Moradores de São Paulo, eles estavam em Rondônia para um reencontro com familiares que não viam havia cerca de 40 anos.

O acidente aconteceu durante um momento de lazer da família em uma área conhecida como prainha, próxima a uma ilha. Segundo relatos de testemunhas, um dos irmãos teria passado mal enquanto estava na água e acabou sendo levado pela correnteza para uma parte mais profunda do rio.

Ao perceber a situação, o outro irmão tentou ajudá-lo, mas também foi arrastado e acabou se afogando. As circunstâncias exatas e as causas das mortes ainda dependem dos exames periciais.

Bombeiros fizeram buscas até a manhã de quinta-feira

O Corpo de Bombeiros foi acionado ainda na tarde de quarta-feira e mobilizou mergulhadores para procurar os dois irmãos.

O corpo de Sebastião foi localizado por volta das 17h30 de quarta-feira. As buscas pelo irmão continuaram, e Edio foi encontrado na manhã desta quinta-feira (17).

Informações repassadas por familiares indicam que os irmãos estavam próximos à margem e brincavam com um cachorro antes do acidente. Não havia, segundo esses relatos, prática de atividade considerada de risco naquele momento.

Viagem tinha como objetivo reencontro familiar

A presença dos irmãos em Rondônia tinha um significado especial para a família. Os dois haviam saído de São Paulo para visitar parentes no estado depois de décadas de distância.

Sebastião já havia retornado a Rondônia anteriormente e mantinha contato com familiares. Para Edio, porém, a viagem representava a oportunidade de rever parte da família depois de aproximadamente 40 anos.

O passeio no Rio Jamari fazia parte desse período de convivência familiar.

Os corpos deverão passar por exames periciais para determinar oficialmente as causas das mortes. Até a conclusão dos procedimentos, os relatos sobre um possível mal-estar antes do afogamento permanecem como informações fornecidas por testemunhas, e não como causa médica confirmada.

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