O resultado das Eleições 2026 alterou a composição do Congresso Nacional e ampliou a presença de partidos identificados com a direita no Legislativo. O PL terá a maior bancada tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal a partir de 2027, segundo levantamento divulgado após o primeiro turno.
Na Câmara, o PL terá 121 dos 513 deputados federais, crescimento de 22 cadeiras em comparação com a bancada eleita em 2022. O partido ocupará, sozinho, aproximadamente 23,6% das vagas da Casa.
Considerando as bancadas partidárias individualmente, o PT aparece em seguida com 70 deputados. União Brasil terá 46; PSD, 43; PP e Republicanos terão 41 parlamentares cada.
Veja como ficará a Câmara dos Deputados
A composição partidária indicada após a apuração ficou assim:
- PL — 121 deputados
- PT — 70
- União Brasil — 46
- PSD — 43
- PP — 41
- Republicanos — 41
- MDB — 36
- Podemos — 27
- PSB — 15
- PSOL — 14
- PSDB — 11
- PCdoB — 11
- Novo — 10
- PV — 7
- PDT — 6
- Avante — 5
- PRD — 5
- Solidariedade — 2
- Rede — 1
- Missão — 1
Quando consideradas as federações partidárias, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, soma 88 deputados, enquanto a união entre PP e União Brasil chega a 87 cadeiras, conforme os dados apresentados pela CNN Brasil.
PL também terá maior bancada no Senado
O crescimento do PL foi ainda mais expressivo no Senado. O partido elegeu 19 senadores em 2026 e, somados aos parlamentares que já possuem mandato, terá 28 das 81 cadeiras a partir do próximo ano. Atualmente, a legenda encerra 2026 com 15 senadores.
Com isso, o PL terá aproximadamente 34,5% do Senado Federal. O PT aparece com a segunda maior bancada, com nove senadores.
A composição indicada para o Senado a partir de 2027 é de PL com 28 senadores; PT, 9; MDB, 8; PP, 6; Republicanos, 6; PSD, 5; União Brasil, 5; PSB, 4; Novo, 3; PSDB, 2; Podemos, 2; PDT, 1; Rede, 1; e um senador sem partido.
Direita amplia espaço, mas votações dependem de diferentes quóruns
Segundo o levantamento da CNN, se consideradas conjuntamente as bancadas de PL, Novo e Republicanos, classificadas pela reportagem dentro do campo da direita, o grupo alcançaria 172 deputados e 36 senadores.
Esse número é suficiente, por exemplo, para atingir o mínimo de 171 assinaturas necessárias para apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na Câmara. Isso, porém, não significa que o grupo tenha votos suficientes para aprovar sozinho uma mudança constitucional.
Para uma PEC ser aprovada na Câmara são necessários pelo menos 308 votos favoráveis em dois turnos. No Senado, são necessários 49 dos 81 senadores, também em dois turnos. Dessa forma, mesmo com o crescimento eleitoral, esses partidos ainda dependeriam de apoio de outras bancadas para aprovar alterações constitucionais.
A situação também varia conforme o tipo de matéria analisada. Projetos de lei complementar, por exemplo, exigem maioria absoluta: 257 deputados e 41 senadores. Para derrubar um veto presidencial, também é necessária maioria absoluta em cada uma das Casas.
Novo Congresso toma posse em fevereiro
A Câmara dos Deputados teve as 513 cadeiras renovadas nas Eleições 2026. Já no Senado foram renovadas 54 das 81 vagas, correspondentes a dois terços da Casa.
Os deputados federais e senadores eleitos assumirão os mandatos em 1º de fevereiro de 2027. Deputados terão mandato de quatro anos, enquanto os senadores escolhidos neste ano permanecerão oito anos no cargo.
Com a nova composição, o PL inicia a próxima legislatura como a maior bancada individual nas duas Casas do Congresso Nacional, enquanto negociações e alianças com outras legendas continuarão determinantes para alcançar os diferentes quóruns exigidos nas votações.


