A família de Mari Jane Santina Correa, de 55 anos, autorizou a doação de órgãos após a confirmação de morte encefálica no Hospital Regional de Vilhena. Ela trabalhava no Sindicato Rural e integrava o Conselho Municipal de Saúde.
De acordo com informações repassadas pela família, Mari Jane havia sido internada para tratar uma lesão na coluna sofrida após uma queda de árvore. Inicialmente, o atendimento estava relacionado à necessidade de cirurgia na coluna.
No sábado, a paciente foi mantida na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para observação. Segundo o filho, Luiz Gustavo, na manhã de domingo ela estava consciente e conversando quando apresentou uma forte dor de cabeça e, em seguida, desmaiou.
Diante da piora repentina, Mari Jane precisou ser intubada e estabilizada. Exames de urgência foram realizados, incluindo tomografia feita fora da unidade hospitalar, e apontaram a gravidade do quadro neurológico.
Após a realização do protocolo clínico, foi constatada a evolução para morte encefálica.
Com a confirmação, a família decidiu autorizar a doação dos órgãos. A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do Hospital Regional de Vilhena foi acionada para prestar atendimento aos familiares e conduzir os procedimentos em conjunto com a Central Estadual de Transplantes.
Uma equipe especializada de Porto Velho e Cacoal foi deslocada para realizar a captação, com apoio da equipe local. Conforme as informações divulgadas, o procedimento seguiu o protocolo do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
Dados apresentados pela Central Estadual de Transplantes colocam Vilhena, juntamente com Porto Velho, Ji-Paraná e Cacoal, entre os municípios rondonienses onde são viabilizados doadores. Segundo as informações fornecidas, desde 2014 foram realizados mais de 120 transplantes de córneas envolvendo pacientes de Vilhena e região, enquanto Rondônia contabilizou mais de 20 captações de múltiplos órgãos, entre rins, fígado e córneas.
A autorização da família de Mari Jane ocorreu no período da campanha Setembro Verde, dedicada à conscientização sobre a doação de órgãos.
No Brasil, a retirada de órgãos de pessoa falecida para transplante depende da autorização familiar. Por isso, uma das orientações das campanhas de conscientização é que quem deseja ser doador comunique essa vontade aos familiares.


