O francês Mathieu, de 29 anos, preso após o corpo da modelo brasileira Larissa Brito, de 25 anos, ser encontrado dentro do carro dele, negou às autoridades ter cometido o crime. A informação consta em documento da promotoria francesa obtido pelo Metrópoles.
O suspeito foi detido em flagrante na segunda-feira (21), em Brignoles, no sudeste da França, durante uma fiscalização alfandegária. O Ministério Público de Nice pediu a prisão preventiva do homem, que responde por homicídio.
Larissa era natural de São Paulo e vivia na França havia aproximadamente três anos, onde trabalhava como modelo.
Corpo estava escondido sob roupas
Segundo a promotoria francesa, o corpo de Larissa foi encontrado escondido sob sacolas de roupas no veículo de Mathieu. A jovem apresentava lesões traumáticas e ferimentos provocados por arma branca. Uma autópsia deverá determinar oficialmente a causa da morte.
Quando foi abordado, Mathieu não apresentou explicação para a presença do corpo no veículo. Posteriormente, já sob custódia, negou ser o autor da morte da brasileira.
O caso é investigado pelo Serviço Local de Polícia Judiciária de Nice, com acompanhamento do Ministério Público.
Investigação aponta que crime pode ter ocorrido em Nice
Os primeiros elementos reunidos pelas autoridades francesas indicam que Larissa pode ter sido morta no apartamento onde morava, em Nice, antes de Mathieu deixar a cidade. Essa circunstância ainda está sendo investigada.
Imagens de câmeras de segurança teriam registrado o suspeito deixando o imóvel com várias sacolas. O atual namorado de Larissa também declarou à polícia ter encontrado o apartamento com móveis e outras superfícies molhadas, além de perceber a ausência de pertences da jovem.
A mãe da brasileira, Liliane Brito Nogueira, suspeita que o apartamento tenha sido lavado para eliminar vestígios. Essa afirmação é uma avaliação da familiar e ainda depende da apuração das autoridades francesas.
Último contato chamou atenção da família
Antes de desaparecer, Larissa enviou uma mensagem à mãe informando que Mathieu estava no local. Depois disso, a família deixou de conseguir contato com a jovem.
Segundo Liliane, a filha havia mantido um relacionamento de aproximadamente cinco meses com Mathieu e passou a ser perseguida por ele após o término. A mãe também relatou que Larissa chegou a mudar de cidade e iniciou outro relacionamento. Essas informações fazem parte do relato familiar sobre o período anterior à morte.
Ao tentar localizar a filha, Liliane entrou em contato com Mathieu. De acordo com a mãe, ele inicialmente apresentou versões para justificar por que Larissa não atendia às ligações. Posteriormente, bloqueou o contato dela.
Suspeito já possui condenações na França
De acordo com informações das autoridades francesas reproduzidas pelo Metrópoles, Mathieu possui condenações anteriores relacionadas a delitos de trânsito e infrações à legislação sobre entorpecentes.
Esses antecedentes são independentes da investigação sobre a morte de Larissa e não representam prova de responsabilidade pelo caso atual.
O francês permanece investigado por homicídio. A apuração deverá confrontar depoimentos, imagens, perícias e demais evidências para determinar como Larissa morreu e eventual responsabilidade criminal do suspeito.
Família tenta trazer corpo para o Brasil
A família de Larissa busca recursos para realizar o traslado do corpo ao Brasil. A mãe afirmou que deseja sepultar a filha em seu país e criou uma arrecadação para ajudar a pagar as despesas.
O Itamaraty informou que, por meio da representação consular brasileira, acompanha o caso, mantém contato com as autoridades francesas e presta assistência à família.


