A médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, foi assassinada a tiros na noite de segunda-feira (2 de novembro), enquanto estava com amigos em um bar no município de Brasiléia, no interior do Acre.
O crime foi registrado por câmeras de segurança e está sendo investigado pela Polícia Civil como possível feminicídio. Nesta terça-feira (3), a corporação informou que o homem responsável pelos disparos já foi identificado e está sendo procurado.
Os investigadores também apuram a hipótese de que o assassinato tenha sido planejado por outra pessoa.
Câmeras registraram o assassinato
Elyne estava sentada na calçada do estabelecimento, acompanhada de outras pessoas, quando um homem usando capacete se aproximou com uma arma de fogo.
As imagens mostram o suspeito efetuando pelo menos dois disparos contra a médica, que foi atingida pelas costas e caiu da cadeira. Um dos tiros teria atingido a região da cabeça.
O ataque ocorreu diante de testemunhas, incluindo uma criança que estava no estabelecimento.
Após os disparos, o homem fugiu. A Polícia Militar realizou buscas, mas não conseguiu capturá-lo.
Médica tinha medida protetiva e acionou botão do pânico
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil do Acre, Elyne possuía uma medida protetiva de urgência e havia registrado ocorrências relacionadas a ameaças e ao descumprimento da ordem judicial.
A médica teria acionado o botão do pânico de um aplicativo de proteção pouco antes de ser assassinada.
De acordo com a corporação, não houve tempo hábil para impedir o ataque.
A investigação apura se o crime foi encomendado pelo ex-companheiro da vítima. Essa possibilidade ainda é uma hipótese investigativa, sem conclusão sobre eventual participação dele.
Atirador foi identificado e segue sendo procurado
Em nota divulgada nesta terça-feira, a Polícia Civil informou que já identificou o suspeito de efetuar os disparos e mantém diligências para localizá-lo.
A corporação também investiga a possível participação de terceiros no planejamento do homicídio, hipótese conhecida como pistolagem.
O Ministério Público do Acre acompanha a investigação e informou que mantém contato com o delegado responsável pelo caso.
Médica trabalhava na rede municipal de saúde
Elyne era servidora da Prefeitura de Brasiléia e atuava na Unidade de Saúde Dr. Ricardo Barbosa da Silva.
A administração municipal e o Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) divulgaram manifestações de pesar pela morte da profissional.
A governadora do Acre, Mailza Assis, também lamentou o assassinato e defendeu a apuração rigorosa das circunstâncias do crime.
As investigações continuam para esclarecer a motivação, identificar todos os possíveis envolvidos e responsabilizar os autores.
Fontes: A Gazeta do Acre, Portal Acre e informações divulgadas pela Polícia Civil do Acre, Prefeitura de Brasiléia e Ministério Público do Acre.





