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Ex-prefeita ameaçada por suspeito de mandar matar médica no Acre se manifesta e cobra justiça

Redação Rondônia Direto
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Foto: Divulgação RD Rondônia Direto
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A ex-prefeita de Brasiléia, no Acre, Fernanda Hassem, se manifestou nesta terça-feira (3 de novembro) sobre o assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, morta a tiros na noite de segunda-feira (2), em um bar do município.

Fernanda já manteve um relacionamento com o advogado, ex-vereador e ex-procurador Francisco Valadares Neto, investigado pela Polícia Civil como possível mandante do assassinato da médica.

O advogado também foi condenado pela Justiça, em 2017, por ameaçar Fernanda, em um caso de violência doméstica ocorrido em 2015.

Ex-prefeita lamenta morte da médica

Em uma publicação nas redes sociais, Fernanda prestou homenagem à médica, que trabalhava na rede municipal de saúde de Brasiléia.

A ex-prefeita destacou a dedicação de Elyne à profissão e manifestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas de trabalho e pacientes.

Na mensagem, Fernanda também questionou a violência contra as mulheres e cobrou respostas das autoridades.

“Até quando teremos de chorar por vidas tiradas?”, escreveu.

Sem mencionar diretamente o nome de Francisco Valadares Neto, ela defendeu o fortalecimento dos mecanismos de proteção às mulheres e o enfrentamento à impunidade.

Suspeito já foi condenado por ameaçar Fernanda

O histórico de violência envolvendo Francisco e Fernanda voltou a ser mencionado após o assassinato da médica.

Em novembro de 2017, a Justiça do Acre condenou o advogado pelo crime de ameaça no contexto de violência doméstica contra a então vereadora Fernanda Hassem.

O episódio havia ocorrido em 2015, após o fim do relacionamento entre os dois.

Conforme informações divulgadas sobre a decisão judicial, o cumprimento da pena incluiu a prestação de serviços advocatícios gratuitos em dez processos.

A condenação anterior é um fato distinto da investigação sobre a morte de Elyne e não comprova participação no assassinato.

Médica tinha medida protetiva e acionou botão do pânico

Antes de ser morta, Elyne havia denunciado ameaças atribuídas ao ex-companheiro e obtido proteção judicial.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades, a médica acionou o botão do pânico de um aplicativo de proteção à mulher pouco antes do ataque.

A Polícia Civil investiga a hipótese de que Francisco tenha planejado o assassinato e que outra pessoa tenha efetuado os disparos.

O homem apontado como autor dos tiros já foi identificado e continuava sendo procurado nas informações divulgadas nesta terça-feira.

Fernanda pede apuração rigorosa

Na manifestação, a ex-prefeita pediu que o homicídio seja esclarecido e que todos os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

Ela também defendeu medidas concretas para impedir que outras mulheres sejam vítimas de violência.

A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias do assassinato, incluindo a possível participação de terceiros e o atendimento ao alerta emitido pela médica.

Francisco Valadares Neto é investigado como possível mandante, mas sua responsabilidade pelo crime ainda não foi estabelecida.

Fontes: ContilNet Notícias, A Gazeta do Acre e g1 Acre.

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