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PM confirma que médica morta no Acre acionou botão do pânico, mas nega chamado pelo 190

Redação Rondônia Direto
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Foto: Divulgação RD Rondônia Direto
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A Polícia Militar do Acre confirmou que a médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, acionou o botão do pânico antes de ser assassinada a tiros em um bar de Brasiléia, no interior do estado. A corporação, no entanto, negou que tenha recebido um chamado pelo telefone de emergência 190 relacionado à ocorrência antes do ataque.

A informação foi divulgada nesta terça-feira (3 de novembro), um dia após o assassinato, e trouxe novos questionamentos sobre o funcionamento dos mecanismos de proteção destinados a mulheres ameaçadas.

Elyne possuía uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro e já havia registrado denúncias de ameaças.

Botão do pânico foi acionado antes do assassinato

O botão do pânico é uma ferramenta de emergência disponibilizada para mulheres em situação de risco, especialmente aquelas amparadas por medidas protetivas.

Segundo as informações divulgadas, a médica utilizou o dispositivo pouco antes de ser atacada.

A Polícia Militar confirmou o acionamento, mas informou que não houve ligação para o número 190 antes do crime.

O acionamento de um aplicativo de proteção e uma chamada telefônica ao 190 são procedimentos diferentes. A ausência de ligação para o telefone de emergência, portanto, não significa que a vítima deixou de pedir ajuda.

Ainda é necessário esclarecer o horário exato do alerta, como ele foi processado e quais providências foram adotadas.

Médica havia denunciado ameaças anteriormente

De acordo com a Polícia Civil, Elyne havia registrado ocorrências envolvendo seu ex-companheiro, o advogado e ex-vereador Francisco Valadares Neto.

Os registros incluem uma denúncia de 25 de agosto e outra de 11 de setembro, esta relacionada a novas ameaças e ao possível descumprimento de ordem judicial de afastamento.

Na noite de segunda-feira (2), a médica estava com amigos em um estabelecimento comercial quando um homem armado se aproximou e efetuou disparos contra ela.

O ataque foi registrado por câmeras de segurança.

Polícia investiga possível crime encomendado

A Polícia Civil identificou o homem apontado como autor dos disparos e realiza buscas para localizá-lo.

Os investigadores também apuram a hipótese de que o assassinato tenha sido planejado pelo ex-companheiro da vítima, Francisco Valadares Neto.

A possibilidade de feminicídio com participação de um executor contratado está entre as linhas de investigação, mas a responsabilidade dos envolvidos ainda não foi estabelecida.

O Ministério Público do Acre acompanha o caso e as providências adotadas pelas autoridades.

A investigação também deverá esclarecer as circunstâncias do acionamento do botão do pânico e a resposta dos órgãos de segurança antes do assassinato.

Fontes: ContilNet Notícias, Polícia Civil do Acre e A Gazeta do Acre.

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