Suspeitos utilizaram documentos, informações pessoais e uma chamada de vídeo para convencer a vítima de que teria direito a uma indenização.
Uma mulher procurou a Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) de Rolim de Moura, em Rondônia, após ser vítima de uma tentativa de fraude envolvendo pessoas que se passaram por representantes da Defensoria Pública e por um suposto juiz. Durante a abordagem, os suspeitos utilizaram documentos e informações pessoais para convencer a vítima de que ela teria direito a receber uma indenização.
De acordo com o registro policial, o primeiro contato ocorreu por meio de mensagens enviadas por um homem que se apresentou como servidor da Defensoria Pública. Ele encaminhou diversos documentos e informou que havia um valor disponível para a mulher.
Por volta das 10h30, o suspeito telefonou e orientou a vítima a conversar com outro homem, apresentado como juiz responsável pelo suposto procedimento.
Falso juiz participou de chamada de vídeo
Durante uma chamada de vídeo, o homem apresentado como magistrado não mostrou o rosto. Mesmo assim, afirmou que seria necessário realizar movimentações bancárias para liberar uma suposta indenização de R$ 500.
Na sequência, os suspeitos solicitaram inicialmente R$ 1.500 para dar continuidade ao procedimento.
Acreditando nas informações, a mulher pediu ajuda financeira ao pai, que realizou a transferência. Posteriormente, a própria vítima encaminhou o dinheiro aos suspeitos.
Após receberem o valor, os envolvidos perguntaram se ela possuía outra conta bancária e solicitaram que acessasse o aplicativo da instituição financeira.
Durante a conversa, um dos homens afirmou que precisaria participar de outra audiência e encerrou a ligação.
Companheiro desconfiou da situação
A fraude começou a ser percebida quando o companheiro da vítima chegou à residência, tomou conhecimento do ocorrido e ouviu parte da conversa.
Diante das circunstâncias, a mulher decidiu procurar pessoalmente a Defensoria Pública para verificar a autenticidade das informações.
Ao buscar esclarecimentos, descobriu que não havia qualquer procedimento daquela natureza sendo realizado por telefone, conforme relatado à polícia.
Outro detalhe que chamou a atenção foi o conhecimento demonstrado pelos suspeitos sobre dados pessoais e informações da vida da vítima. Segundo o relato, isso contribuiu para que a abordagem parecesse verdadeira.
Caso foi registrado na Unisp
Após constatar a possível fraude, a mulher procurou a Unisp de Rolim de Moura e registrou a ocorrência para investigação.
O relato apresentado à polícia confirma uma transferência inicial de R$ 1.500, mas não esclarece se houve outras movimentações bancárias nem permite confirmar um prejuízo total de R$ 15 mil.
O caso chama atenção para golpes em que criminosos utilizam indevidamente o nome de instituições públicas e autoridades judiciais para solicitar pagamentos relacionados a supostas indenizações.
A orientação é que cidadãos desconfiem de pedidos de transferências bancárias para liberar valores judiciais e confirmem qualquer informação diretamente com os órgãos oficiais, utilizando canais de atendimento verificados.


