Uma mulher registrou ocorrência na Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp), na tarde de terça-feira (6), após sofrer um prejuízo de aproximadamente R$ 11 mil em um golpe aplicado por telefone. O suspeito se apresentou como representante do Tribunal de Justiça e afirmou que ela tinha valores a receber em razão de um processo judicial relacionado a uma cirurgia.
Segundo o relato da vítima, a ligação ocorreu durante a manhã. O homem afirmou que havia uma decisão favorável na ação judicial que ela havia movido para conseguir o procedimento cirúrgico.
Durante a conversa, o golpista informou que a mulher teria direito a receber R$ 24.890, supostamente referentes aos custos da cirurgia. Ele também prometeu o pagamento de cinco parcelas de R$ 1.600, que seriam destinadas a um alegado auxílio governamental.
A utilização de informações relacionadas ao processo judicial fez parte da abordagem descrita pela vítima, que acreditou estar conversando com um representante da Justiça.
Transferências chegaram a R$ 11 mil
Convencida pelas informações apresentadas durante a ligação, a mulher seguiu as orientações do suspeito.
Conforme o registro policial, ela realizou uma transferência bancária de R$ 1 mil utilizando sua própria conta. Outra transferência, no valor de R$ 10 mil, foi efetuada a partir da conta bancária de seu esposo.
As duas operações resultaram em um prejuízo aproximado de R$ 11 mil para o casal.
Após desconfiar da situação e perceber que poderia ter sido enganada, a vítima procurou a Unisp para comunicar o ocorrido e registrar a denúncia.
Caso será investigado
A ocorrência deverá ser apurada pelas autoridades policiais para identificar o responsável pelo golpe e esclarecer o destino dos valores transferidos.
O caso também chama atenção para fraudes em que criminosos utilizam o nome de tribunais, fóruns e outros órgãos públicos para convencer vítimas de que possuem indenizações, benefícios ou pagamentos judiciais disponíveis.
A orientação é desconfiar de ligações que condicionem o recebimento de valores judiciais à realização de transferências bancárias.
Em situações semelhantes, a recomendação é interromper o contato e confirmar as informações diretamente pelos canais oficiais do tribunal ou com o advogado responsável pelo processo, sem utilizar números ou links fornecidos pelo próprio interlocutor.


