Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, presa durante a Operação Fariseus, teria recorrido a integrantes de uma facção criminosa para localizar o responsável por um furto ocorrido em sua residência. As informações constam das investigações conduzidas em Mato Grosso e foram divulgadas nesta quarta-feira (16).
De acordo com informações dos autos reproduzidas pela imprensa mato-grossense, conversas atribuídas a Rhavenna mostram que integrantes do grupo criminoso passaram a procurar o suspeito do furto. Em uma das mensagens, de setembro de 2025, um interlocutor afirmou que estava atrás do homem e fez uma ameaça de morte contra ele. Posteriormente, o mesmo contato teria enviado uma fotografia mostrando um homem amarrado.
Rhavenna voltou a perguntar, dias depois, se o suspeito havia sido encontrado. Conforme os registros divulgados, a resposta foi negativa. No dia seguinte, ela recebeu R$ 500 do interlocutor, acompanhado de um pedido de desculpas pelo atraso.
As informações fazem parte das apurações relacionadas à Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso em julho de 2026. Rhavenna desenvolvia atividades religiosas em unidades prisionais e, segundo a investigação, mantinha contato com integrantes da organização criminosa.
Denúncia envolve integrantes da família
Rhavenna foi denunciada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), juntamente com familiares e outros investigados. As acusações estão relacionadas, entre outros pontos, à suposta participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Entre os denunciados estão a mãe de Rhavenna, Orminda Carlos de Barcelos Almeida, além de outros integrantes do núcleo investigado. As acusações apresentadas pelo Ministério Público deverão ser analisadas no processo judicial, e a existência da denúncia não representa condenação definitiva dos envolvidos.
Segundo a investigação, o grupo familiar realizava visitas à Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, utilizando atividades de evangelização para manter contato com presos apontados como integrantes da facção. As autoridades também investigaram movimentações financeiras e outras condutas atribuídas aos denunciados.
As mensagens relacionadas ao furto ocorrido na residência de Rhavenna integram o conjunto de elementos reunidos durante as investigações. Não há, nas informações consultadas, confirmação de que a ameaça de morte registrada na conversa tenha sido efetivamente executada contra o suspeito procurado pelo grupo.


