O policial militar Leonardo Alencar admitiu ter atirado e matado a ex-companheira, Gabriela Martins de Almeida, de 32 anos, durante uma audiência de custódia realizada por videoconferência na quinta-feira (1º). O crime ocorreu na manhã de quarta-feira, 30 de setembro, em Jaú, no interior de São Paulo.
Durante a audiência, realizada enquanto Leonardo estava no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista, o policial manifestou arrependimento pelo ocorrido e pediu desculpas à família, aos amigos e a integrantes da corporação.
Gabriela estava dentro de um carro acompanhada de uma amiga quando foi atingida pelos disparos. A outra mulher também foi baleada, recebeu atendimento médico e passou por cirurgia.
Conforme os registros da Polícia Civil citados na publicação, Gabriela havia passado a noite anterior na casa da amiga por temer pela própria segurança. Ela possuía medida protetiva contra Leonardo desde fevereiro de 2026 e, um dia antes de ser morta, havia registrado ocorrência por lesão corporal e descumprimento da medida.
A investigação aponta que Leonardo emparelhou o veículo que dirigia com o carro onde estavam Gabriela e a amiga, na Avenida Lauro Fraschetti, e efetuou os disparos.
Após o crime, o policial foi até a 1ª Companhia da Polícia Militar de Jaú, onde se apresentou e confessou a autoria. Ele também informou que a arma utilizada estava no veículo conduzido até a unidade policial.
Leonardo foi preso em flagrante. Segundo as informações publicadas, o Ministério Público de São Paulo pediu a conversão da prisão em preventiva. A defesa do policial não havia sido localizada para se manifestar na publicação consultada.


