PublicidadePublicidade
PublicidadePublicidade

Eleições 2026: primeiro debate reúne seis candidatos e tem embates em Rondônia; acompanhe o que disseram

rondoniadireto
12 Leitura mínima
Foto: Reprodução

Os seis candidatos que apresentaram registro para disputar o Palácio Rio Madeira participaram, na manhã desta terça-feira (18), do primeiro encontro televisivo da campanha estadual deste ano. Realizado em Porto Velho pela Rondovisão TV, afiliada da Band, o programa colocou frente a frente Adailton Fúria (PSD), Expedito Netto (PT), Hildon Chaves (União Brasil), Marcos Rogério (PL), Pedro Abib (MDB) e Samuel Costa (PSB).

A transmissão foi mediada pelo jornalista Marcelo Reis e durou aproximadamente duas horas e meia. Ao longo de cinco blocos, os participantes responderam a perguntas sobre regularização fundiária, educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, saneamento, desenvolvimento econômico, agronegócio, tecnologia e empreendedorismo. A emissora confirmou a presença dos seis concorrentes no encontro.

Receba notícias com urgência,
acompanhe o Rondônia Direto nas nossas redes sociais.

O programa também abriu espaço para perguntas entre os próprios candidatos. Nessa etapa, críticas às administrações públicas, divergências sobre políticas estaduais e questionamentos envolvendo alianças partidárias aumentaram o tom das discussões.

No primeiro bloco, Expedito Netto respondeu sobre regularização fundiária. O candidato afirmou que pretende criar uma estrutura permanente de diálogo entre os governos estadual e federal para avançar na regularização das áreas existentes, associando a política à responsabilidade ambiental.

Samuel Costa recebeu uma pergunta sobre educação. Entre as propostas apresentadas, defendeu bolsas para mestrado e doutorado, formação continuada dos profissionais da rede, melhoria da remuneração e cumprimento do piso nacional do magistério.

Adailton Fúria falou sobre infraestrutura e saneamento básico. O ex-prefeito de Cacoal utilizou sua experiência no município como referência e declarou que, caso assuma o Executivo estadual, pretende analisar contratos relacionados à Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd).

Pedro Abib foi questionado sobre segurança pública e a violência no estado. O candidato defendeu valorização do efetivo existente, ampliação da integração entre instituições de segurança e atuação de inteligência, inclusive diante dos problemas relacionados às regiões de fronteira.

Hildon Chaves abordou tecnologia e conectividade. O ex-prefeito de Porto Velho relacionou a modernização dos serviços públicos à capacidade de ampliar entregas à população e destacou a importância da conectividade para a educação e para a administração estadual.

Marcos Rogério encerrou a primeira rodada respondendo sobre a estrutura hospitalar. O candidato afirmou que pretende criar um gabinete de crise na área da saúde, descentralizar atendimentos atualmente concentrados na capital e viabilizar uma nova unidade hospitalar de urgência e emergência.

Confrontos diretos elevam o tom

A segunda etapa permitiu perguntas de tema livre entre os concorrentes. Cada participante pôde escolher um adversário para responder, com direito a réplica e tréplica.

Expedito Netto criticou propostas relacionadas à privatização da saúde e mencionou a necessidade de concursos para recompor equipes hospitalares. Também defendeu a descentralização do atendimento hoje concentrado em Porto Velho.

Marcos Rogério apresentou como uma das prioridades a abertura e melhoria de corredores rodoviários alternativos, argumentando que Rondônia precisa reduzir sua dependência logística da BR-364.

Samuel Costa afirmou que pretende implantar uma universidade estadual e defendeu a oferta de vagas para jovens provenientes da rede pública, especialmente moradores de regiões periféricas.

Pedro Abib voltou a tratar da segurança. O candidato sustentou que Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal precisam atuar de maneira mais integrada, citando a extensa faixa de fronteira como um dos desafios enfrentados pelo estado.

Hildon Chaves destacou sua passagem pela Prefeitura de Porto Velho e direcionou críticas à situação fiscal do governo estadual. Ao apresentar sua avaliação sobre as contas públicas, afirmou que Rondônia enfrenta um quadro financeiro grave.

Adailton Fúria também utilizou sua experiência à frente da Prefeitura de Cacoal para defender que a passagem por um cargo executivo oferece experiência administrativa relevante para quem pretende comandar o estado.

Entidades questionam candidatos sobre economia, saúde e infraestrutura

O terceiro bloco contou com perguntas de representantes da Fecomércio, Aprosoja, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero), Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) e Sebrae.

Questionado pela Fecomércio sobre comércio e turismo, Pedro Abib defendeu incentivos ao setor produtivo e criticou uma política baseada no aumento da carga tributária.

Adailton Fúria, responsável pelo comentário complementar, relembrou decisões tomadas durante sua gestão em Cacoal na pandemia e afirmou que pretende adotar políticas para preservar empregos e fortalecer o comércio.

A Aprosoja levou ao programa uma pergunta relacionada à infraestrutura necessária para produção e escoamento.

Marcos Rogério respondeu defendendo pavimentação e melhoria das estradas para aumentar a segurança do transporte e reduzir custos logísticos.

Pedro Abib acrescentou que a produção de grãos deveria estimular cadeias de transformação dentro do próprio estado, aumentando o valor agregado antes da saída da produção rondoniense.

Ao responder à CDL sobre crescimento empresarial e geração de empregos, Samuel Costa defendeu a criação de novas fontes de receita pública e afirmou que pretende rever a contribuição tributária relacionada ao setor da soja.

Hildon Chaves discordou dessa abordagem e ressaltou a importância econômica da cadeia produtiva do grão para o desenvolvimento estadual.

O Cremero questionou os participantes sobre Plano de Cargos, Carreiras e Salários e terceirização dos serviços de saúde.

Hildon criticou o tempo de espera enfrentado por pacientes para realização de exames e defendeu maior eficiência na aplicação dos recursos destinados ao sistema público.

Samuel Costa falou sobre formação médica e sugeriu parcerias com instituições federais de ensino para ampliar a oferta de especializações aos profissionais formados em Rondônia.

Na pergunta da Fiero sobre logística, Adailton Fúria declarou oposição à cobrança de pedágios e afirmou que pretende enfrentar os custos de transporte considerados obstáculos à atividade industrial.

Marcos Rogério, no comentário seguinte, criticou efeitos que atribui à reforma tributária e demonstrou preocupação com possíveis impactos sobre empregos.

O Sebrae encerrou a rodada perguntando sobre pequenos negócios.

Expedito Netto, que ainda não havia sido sorteado para responder naquela etapa, defendeu assistência governamental aos pequenos empreendedores, associações e cooperativas. Segundo o candidato, o desenvolvimento econômico não deve depender apenas da atração de grandes empresas, mas também do fortalecimento da produção existente em Rondônia.

Impasse no PSB entra no confronto

Um dos momentos de maior tensão ocorreu entre Samuel Costa e Expedito Netto.

Samuel participa da campanha enquanto contesta uma decisão tomada pela direção nacional de seu partido. A Executiva Nacional do PSB decidiu dissolver o diretório estadual e anulou a convenção que havia oficializado candidaturas majoritárias em Rondônia, incluindo a dele ao Palácio Rio Madeira.

A direção nacional optou por uma composição política com o PT no estado. Integrantes do antigo diretório estadual contestam a intervenção e sustentam posicionamento diferente sobre a validade das decisões partidárias. O episódio permanece inserido em uma disputa política e jurídica.

Durante o programa, Samuel acusou adversários de atuar contra sua permanência na disputa e direcionou críticas a Expedito.

O candidato petista respondeu que não poderia ser responsabilizado por decisões internas tomadas pelo PSB, já que pertence ao PT.

A disputa envolvendo a legenda também alcançou outros nomes lançados pela convenção estadual. A decisão da Executiva Nacional atingiu as candidaturas majoritárias anteriormente aprovadas pela direção regional.

Samuel e Adailton Fúria também protagonizaram divergência.

O candidato do PSB questionou se uma eventual administração de Adailton representaria continuidade do atual governo de Marcos Rocha, que declarou apoio ao ex-prefeito de Cacoal.

Adailton respondeu que pretende imprimir características próprias à administração caso seja eleito e afirmou que o apoio político recebido não significa continuidade automática da atual gestão.

Outro confronto ocorreu entre Adailton e Marcos Rogério, especialmente em torno da saúde pública e da implantação de hospitais.

Adailton cobrou o adversário por compromissos anteriores relacionados a uma unidade hospitalar em Ji-Paraná.

Marcos Rogério reconheceu que gostaria de ver o empreendimento concluído e argumentou que recursos foram destinados, mas que a execução depende de quem ocupa o Poder Executivo.

Candidatos encerram participação apresentando trajetória e prioridades

O quinto e último bloco reservou cinco minutos para as considerações finais de cada participante, com ordem definida por sorteio.

Samuel Costa concentrou sua manifestação na defesa de sua permanência no processo eleitoral e falou sobre sua trajetória pessoal. Também declarou que pretende manter atuação voltada às parcelas socialmente vulneráveis da população.

Pedro Abib criticou práticas que classificou como pertencentes à “velha política” e afirmou que pretende adotar uma administração sem radicalização, defendendo melhoria na prestação dos serviços públicos.

Adailton Fúria voltou a utilizar a gestão de Cacoal como cartão de visitas. Citou o período da pandemia e dificuldades econômicas enfrentadas pelo município ao defender sua experiência administrativa.

Marcos Rogério relembrou sua origem no interior de Rondônia e afirmou que pretende reduzir conflitos políticos para concentrar esforços no desenvolvimento econômico e estrutural do estado.

Expedito Netto falou sobre sua formação política e a influência do pai em sua trajetória. O candidato defendeu experiência na vida pública como um dos elementos necessários para administrar Rondônia.

Hildon Chaves encerrou destacando sua trajetória profissional, desde a atuação como promotor de Justiça até a passagem pela Prefeitura de Porto Velho. Também mencionou experiência na iniciativa privada antes de ingressar na administração pública.

Com o encerramento do primeiro encontro televisionado da campanha estadual, as propostas apresentadas pelos seis participantes passam a integrar o debate eleitoral em Rondônia. Algumas questões abordadas, especialmente a situação interna do PSB e os registros de candidaturas ainda submetidos à Justiça Eleitoral, dependem de decisões das instâncias competentes.

PublicidadePublicidade
Publicidade
Publicidade
PublicidadePublicidade
Compartilhe este artigo