A empresária Olívia Bagattoli, filha do senador Jaime Bagattoli (PL-RO), tornou-se centro de uma polêmica nas redes sociais após declarar publicamente apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação política da moradora de Vilhena, no Cone Sul de Rondônia, provocou críticas e repercussão que chegou ao Ministério Público Federal (MPF).
Apesar de o pai integrar o Partido Liberal e apoiar o campo político do ex-presidente Jair Bolsonaro, Olívia tem utilizado seu perfil no Instagram para defender posições diferentes das adotadas pelo senador.
Uma das publicações que mais repercutiram mostra a empresária vestindo uma camiseta da Seleção Brasileira e fazendo o gesto da letra “L”, associado à campanha de Lula.
Na postagem, Olívia defendeu que os símbolos nacionais pertencem a todos os brasileiros, independentemente de posicionamento político.
“O verde e amarelo é nosso”, escreveu a empresária, ao defender a democracia, os direitos das mulheres, a diversidade, a ciência e a Constituição Federal.
Divergência política provoca críticas nas redes sociais
As manifestações de Olívia geraram reações de internautas, especialmente entre pessoas que acompanham a trajetória política de seu pai.
Entre os comentários, houve críticas à posição ideológica da empresária e sugestões de que ela deveria ser deserdada por apoiar um candidato diferente daquele defendido pelo senador.
A discussão também envolveu uma influenciadora digital de Vilhena, que questionou a atuação social da filha do parlamentar e publicou imagens de compras destinadas à doação para famílias em situação de vulnerabilidade.
Olívia respondeu por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, no qual abordou a diferença entre ações de caridade e políticas voltadas à justiça social.
Advogada leva discussão ao Ministério Público Federal
A repercussão levou a advogada Aline Leon, que já atuou em Vilhena e atualmente reside em Porto Velho, a encaminhar uma representação ao Ministério Público Federal.
Segundo as informações divulgadas, a profissional considera que os ataques direcionados à empresária podem caracterizar violência política contra a mulher.
Na manifestação, Aline questionou as dificuldades enfrentadas por mulheres que expressam posicionamentos políticos independentes.
“Dizem que lugar de mulher é onde ela quiser! Mas, na prática, nos deixam ocupar os lugares? Nos deixam nos posicionar?”, escreveu a advogada.
A apresentação da representação não significa que o MPF tenha reconhecido a ocorrência de crime. Caberá ao órgão avaliar os fatos e decidir sobre eventuais providências.
Empresária mantém posicionamento diferente do pai
A divergência entre Olívia e Jaime Bagattoli ganhou destaque por envolver uma família conhecida no setor empresarial e na política de Rondônia.
Enquanto o senador é ligado ao PL e ao bolsonarismo, a filha tem manifestado apoio a Lula e defendido pautas relacionadas à democracia, aos direitos sociais e à igualdade.
O episódio ampliou o debate nas redes sociais sobre a liberdade de posicionamento político, especialmente quando há divergências dentro de uma mesma família.
Até o momento, não há informação confirmada sobre a abertura de investigação pelo MPF ou eventual decisão relacionada à representação apresentada pela advogada.




