Fachin toma medidas para tentar restabelecer ordem no STF após embates entre ministros

rondoniadireto
2 Leitura mínima
Foto: Reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, adotou uma série de medidas para tentar restabelecer a normalidade na Corte após a escalada dos embates envolvendo os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça e Flávio Dino. A avaliação foi feita pelo analista de Política da CNN Teo Cury.

Entre as principais decisões, Fachin suspendeu atos conflitantes relacionados ao comando da Polícia Federal. Mendonça havia determinado o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues, enquanto Dino decidiu posteriormente reconduzi-lo ao cargo. Fachin interveio no conflito e centralizou a solução da questão.

Outra medida de forte repercussão foi a retirada de Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news, investigação aberta em 2019.

Segundo a análise de Teo Cury, esse foi um dos principais reveses para Moraes na reorganização promovida pelo presidente do Supremo, já que o ministro perdeu a condução de uma investigação de grande repercussão nacional.

STF terá sessão extraordinária

Fachin marcou para terça-feira (15), às 10h, uma sessão extraordinária do plenário para discutir questões relacionadas à crise.

A convocação é considerada excepcional porque as sessões ordinárias do plenário normalmente acontecem às quartas e quintas-feiras. Ainda existem dúvidas sobre como os ministros irão se posicionar e quais serão os efeitos das decisões tomadas durante as últimas semanas.

Na avaliação apresentada pela CNN, embora Fachin tenha adotado medidas para tentar reorganizar a situação, a crise já provocou desgaste institucional para o STF.

Teo Cury destacou que integrantes de diferentes alas da Corte convergiram nas críticas à forma como a crise foi conduzida e que as decisões sucessivas dos ministros acabaram aprofundando o confronto interno.

A tentativa agora é reduzir os conflitos e transferir para o colegiado decisões capazes de produzir repercussões sobre a própria Corte.

Fonte: CNN Brasil — análise de Teo Cury

PublicidadePublicidade
Publicidade
Publicidade
PublicidadePublicidade
Compartilhe este artigo