O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo de 15 procedimentos relacionados ao caso Banco Master, atendendo a uma solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin. A decisão foi assinada na noite desta quinta-feira (10).
Entre os procedimentos que se tornaram públicos está a Petição 15.556, investigação que resultou na prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além dos inquéritos 5.026 e 5.035 e outras petições em andamento no Supremo.
Parte das investigações continuará sob sigilo
Apesar da abertura dos 15 procedimentos, nem todo o material relacionado às investigações foi tornado público.
Mendonça manteve sob sigilo, por exemplo, o braço da investigação relacionado ao filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Também continuam protegidos procedimentos envolvendo políticos, entre eles apurações nas quais aparecem os nomes dos senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA).
Fachin havia solicitado que os procedimentos relacionados ao caso fossem públicos, preservando apenas diligências cujo sigilo fosse considerado indispensável.
Investigações sobre contrato e vazamento de dados são liberadas
Entre os materiais que deixaram de tramitar sob sigilo estão investigações relacionadas ao contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, além de apurações sobre o BRB-Master e supostos vazamentos de informações sigilosas envolvendo servidores do Banco Central.
Também foram liberadas investigações sobre grupos identificados como “A Turma” e “Os Meninos”, além da apuração sobre influenciadores que teriam sido contratados para divulgar conteúdo favorável ao Banco Master e a Daniel Vorcaro. As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam conclusão sobre responsabilidade criminal dos envolvidos.
Mendonça também determinou que cópias integrais do material sejam encaminhadas, em HD, à Presidência do STF e aos gabinetes dos demais ministros da Corte.



