Rondônia contabilizou 266 focos de calor entre 1º e 25 de agosto de 2026, com forte concentração em Porto Velho, Candeias do Jamari e Machadinho d’Oeste. Os dados são do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e mostram ainda ocorrências dentro de unidades de conservação estaduais e federais.
Porto Velho lidera o levantamento com 96 registros, o equivalente a 36,1% do total estadual. Candeias do Jamari aparece em seguida, com 60, enquanto Machadinho d’Oeste contabilizou 36.
Somados, os três municípios chegaram a 192 focos, representando 72,2% de tudo o que foi detectado no estado durante o período analisado.
Guajará-Mirim aparece na sequência, com 16 registros. Cujubim teve oito e Theobroma, sete. Nova Mamoré contabilizou seis, enquanto Cacoal, Pimenta Bueno, Santa Luzia d’Oeste e São Francisco do Guaporé tiveram quatro cada.
Os dados também chamam atenção para áreas ambientalmente protegidas. Foram identificadas 26 ocorrências em unidades de conservação estaduais durante os primeiros 25 dias de agosto.
A Reserva Extrativista Angelim concentrou dez registros. A Resex Jaci-Paraná teve quatro e a Floresta Estadual de Rendimento Sustentado do Rio Madeira “B”, três.
Também houve dois registros na Estação Ecológica de Samuel, dois no Parque Estadual de Guajará-Mirim e outros dois na Resex Rio Preto-Jacundá. As reservas extrativistas IPE, Pedras Negras e Rio Pacaás Novos contabilizaram uma ocorrência cada.
Nas unidades de conservação federais foram detectados 17 focos. A Floresta Nacional do Bom Futuro liderou esse grupo, com oito ocorrências. A Reserva Biológica do Guaporé e a Resex do Rio Ouro Preto tiveram quatro cada, enquanto o Parque Nacional Mapinguari registrou uma.
Somadas, as áreas estaduais e federais de conservação tiveram 43 ocorrências no período.
Os dados semanais mostram aceleração dos registros durante agosto. Entre os dias 3 e 9 foram contabilizados 54 focos. Na semana seguinte, de 10 a 16, o número chegou a 63.
A maior concentração ocorreu entre 17 e 23 de agosto, quando foram registrados 129 focos, correspondentes a 48,5% do volume apresentado no levantamento. A semana iniciada no dia 24 ainda estava em andamento no momento da contabilização.
O monitoramento por satélite exige uma distinção técnica: um foco de calor detectado pelo sistema não representa, necessariamente, um incêndio florestal de grandes proporções. O registro identifica uma anomalia térmica, e a dimensão de uma ocorrência precisa ser avaliada com informações complementares e, quando possível, verificação em campo.
Em Porto Velho, ações de prevenção, fiscalização e combate vêm sendo realizadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar e o Programa Sentinela.
Casos com risco imediato à população ou ao meio ambiente devem ser comunicados ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.





