A Polícia Civil investiga a morte de Claudia Geovana Dourado de Oliveira, de 14 anos, encontrada enterrada em uma área de mata próxima à BR-163, em Mato Grosso. A jovem estava desaparecida desde o dia 6 de agosto, após ter sido retirada de um hotel em Lucas do Rio Verde, segundo informações atribuídas à investigação.
O corpo foi localizado na noite de quarta-feira (12), após aproximadamente uma semana de buscas e diligências. Informações preliminares indicam que a vítima estava com as mãos amarradas, tinha uma corda ao redor do pescoço e apresentava sinais de violência.
Parte dos detalhes sobre o caso voltou a circular após uma publicação feita por um perfil no Facebook dedicado a relatos de crimes. O conteúdo reúne informações atribuídas à Polícia Civil e hipóteses que ainda estão sendo apuradas. Por esse motivo, circunstâncias relacionadas à motivação e à participação de cada investigado dependem de confirmação oficial ao longo do inquérito.
A apuração policial indica que Claudia teria sido atraída até um hotel em Lucas do Rio Verde e retirada do estabelecimento por pessoas que estariam ligadas a um grupo criminoso. Imagens de câmeras de segurança teriam ajudado os investigadores a identificar um Fiat Mobi branco utilizado durante a ação.
O veículo foi posteriormente localizado. O motorista, de 31 anos, foi conduzido pela polícia e, conforme a linha investigativa apresentada até o momento, teria transportado pessoas de Lucas do Rio Verde até a região de Sorriso.
Segundo declaração atribuída ao delegado Artur Andrade Almeida, a adolescente teria mantido anteriormente um relacionamento com uma pessoa ligada a um grupo criminoso e, posteriormente, iniciado outro relacionamento com alguém associado a um grupo rival.
A investigação também analisa publicações feitas pela adolescente nas redes sociais e possíveis desentendimentos com outras pessoas. Uma das hipóteses é de que esses conflitos tenham sido interpretados como provocação e motivado uma retaliação.
As autoridades, porém, ainda trabalham para esclarecer quem teria ordenado o crime, quem participou diretamente da ação e qual teria sido a função de cada suspeito. A informação disponível aponta que Claudia não seria integrante formal de organização criminosa e teria se aproximado desse ambiente por meio de relacionamentos pessoais.
Uma das linhas investigadas é de que a adolescente tenha sido levada para uma região de mata próxima à BR-163 e submetida a uma espécie de julgamento clandestino promovido por criminosos, prática popularmente conhecida como “tribunal do crime”.
Durante o período em que Claudia esteve desaparecida, familiares permaneceram sem informações sobre seu paradeiro. As buscas terminaram quando policiais localizaram uma cova na área de mata e encontraram o corpo.
A apuração mencionada aponta para cinco suspeitos de participação. Dois já teriam sido presos, enquanto outras pessoas permaneciam sob investigação. A identidade de um homem apontado como namorado da adolescente foi preservada.
A Polícia Civil prossegue com o inquérito para estabelecer a dinâmica completa do caso, identificar eventuais mandantes e executores e determinar, por meio dos exames periciais, a causa exata da morte.




