Um menino de 5 anos morreu na noite de segunda-feira (28) após ser levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Setor 6, em Vilhena, apresentando sinais de violência. O tio da criança, David Lima da Silva, de 28 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar e permanece como suspeito enquanto a Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte.
A criança foi levada à unidade de saúde pela mãe. Conforme as informações divulgadas sobre o atendimento, o menino chegou sem vida, mas a equipe médica realizou manobras de reanimação por mais de 30 minutos, sem conseguir reverter o quadro.
Informações preliminares apontam que o menino apresentava lesões compatíveis com agressões físicas. Também foi levantada a suspeita de violência sexual, circunstância que ainda não está confirmada e dependerá dos exames médico-legais e da investigação policial. Há ainda a possibilidade de que algumas das lesões tenham ocorrido em momentos diferentes.
Uma das versões divulgadas inicialmente aponta que a mãe teria viajado e deixado o filho sob os cuidados do tio. Esse ponto integra o conjunto de informações que deverão ser esclarecidas durante a investigação.
Tio foi localizado e preso
Após a ocorrência, a Polícia Militar realizou diligências e localizou o tio da criança. Ele foi preso e encaminhado à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) de Vilhena para os procedimentos legais.
O homem é tratado como suspeito, e sua eventual responsabilidade pela morte dependerá do resultado da investigação e das demais provas reunidas no inquérito.
A Polícia Técnico-Científica realizou perícia na residência relacionada ao caso para buscar vestígios que possam ajudar a esclarecer a dinâmica dos fatos. O corpo também foi encaminhado para os procedimentos médico-legais.
A necropsia deverá contribuir para determinar a causa da morte, avaliar a natureza das lesões e verificar a suspeita de violência sexual. Até a conclusão desses exames, essa hipótese permanece sob apuração.
A Polícia Civil segue responsável pelas investigações para esclarecer quando ocorreram as agressões, as circunstâncias que antecederam a morte e a eventual responsabilidade criminal do suspeito.


