Condenada a mais de 260 anos, “Angeliquinha” é capturada na Bolívia após mais de um ano foragida

Redação Rondônia Direto
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Foto: Divulgação RD Rondônia Direto

Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, foi capturada em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, após permanecer foragida por mais de um ano. Ela acumula condenações que ultrapassam 260 anos de prisão e tinha seis mandados de prisão em aberto.

A captura ocorreu na terça-feira (22) durante uma ação integrada entre a Polícia Civil de Mato Grosso e a Polícia Boliviana. Segundo as autoridades, a localização foi possível após investigação e troca de informações entre as forças de segurança dos dois países.

Angeliquinha é apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças do Comando Vermelho no extremo norte de Mato Grosso, principalmente na região de Alta Floresta. As investigações atribuem a ela influência sobre atividades relacionadas ao tráfico de drogas, extorsões e outras práticas criminosas em áreas de garimpo.

Foragida desde agosto de 2025

Angeliquinha estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Desde então, as forças de segurança realizavam trabalhos para tentar localizá-la.

Durante o período em que permaneceu fora do sistema prisional, foram expedidos outros mandados contra ela. No momento da captura, eram seis ordens de prisão em aberto.

As condenações, que juntas superam 260 anos, estão relacionadas a diferentes crimes, entre eles homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa, segundo a Polícia Civil.

Operação mobilizou policiais brasileiros e bolivianos

Pela Polícia Civil de Mato Grosso, participaram dos trabalhos equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e da Gerência Estadual de Polinter (Gepol).

A operação contou ainda com a atuação das autoridades policiais da Bolívia.

A Polícia Civil informou que Angeliquinha exercia influência sobre atividades criminosas principalmente em Alta Floresta e municípios da região.

Família foi alvo de operação neste ano

Em março de 2026, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown, destinada a investigar um núcleo familiar que, segundo as investigações, dava suporte às atividades criminosas atribuídas ao grupo e auxiliava na lavagem de dinheiro.

Na ocasião, foram determinadas 31 medidas judiciais, incluindo quatro prisões, sete buscas e apreensões, sequestro de seis veículos e quatro imóveis, bloqueio de sete contas bancárias e suspensão das atividades de três pessoas jurídicas.

Entre os alvos estavam o pai, a filha e o genro de Angeliquinha. A investigação identificou movimentação superior a R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses, considerada incompatível com a renda declarada pelos investigados.

Angeliquinha já está sob custódia da PF no Brasil

Nesta quinta-feira (24), houve uma atualização sobre o caso: Angeliquinha já foi entregue à Polícia Federal em Corumbá, Mato Grosso do Sul, depois da captura em território boliviano.

Ela permanece sob custódia enquanto são adotados os procedimentos necessários para seu recambiamento a Mato Grosso, onde deverá cumprir as ordens judiciais e as condenações existentes contra ela. Segundo a Polícia Civil, o retorno depende das providências determinadas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso.

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