A defesa do ex-prefeito de Ji-Paraná Isaú Fonseca afirmou nesta quinta-feira (17) que a arma de fogo localizada durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência está regularizada e pertence ao filho dele, que também mora no imóvel. O armamento motivou a condução de Fonseca à sede da Polícia Federal.
O posicionamento dos advogados foi divulgado após as primeiras informações sobre a ação da Polícia Federal, que apontavam a prisão do ex-prefeito durante a diligência.
Segundo a defesa, a operação realizada na residência decorreu exclusivamente de um mandado de busca e apreensão, não havendo contra Isaú Fonseca mandado de prisão preventiva ou temporária.
A defesa informou ainda que o procedimento tramita sob sigilo e que solicitou acesso aos autos e ao inquérito policial para conhecer integralmente os fatos investigados.
Defesa contesta irregularidade da arma
Um dos principais pontos apresentados pelos advogados diz respeito à situação do armamento encontrado pelos policiais.
De acordo com a nota, a arma possui registro em nome do filho de Isaú Fonseca. Ele também residiria no endereço onde a busca foi realizada, mas não estava no imóvel no momento da diligência. Os advogados sustentam que toda a documentação necessária para comprovar a regularidade do armamento está disponível.
A versão apresentada pela defesa também aparece em outra apuração publicada nesta quinta-feira. O Jornal Madeirão informou que os representantes legais estavam reunindo a documentação relacionada à arma e buscando a liberação do ex-prefeito.
Outra reportagem, do Portal SGC, também informou que a arma seria legalizada, mas estaria registrada em nome de outra pessoa, acrescentando que Fonseca foi conduzido à Polícia Federal em razão dessa circunstância.
Essas informações apresentam uma versão diferente das primeiras notícias divulgadas durante a manhã, que indicavam que uma arma sem registro ou sem a devida autorização havia sido encontrada na residência.
Diligência está relacionada a outra investigação
A busca realizada na residência está relacionada a uma investigação sobre uma contratação feita no final de 2024, quando Isaú Fonseca ainda era prefeito de Ji-Paraná.
As informações divulgadas até o momento apontam que a apuração envolve a aquisição de materiais educativos relacionados à saúde bucal, em uma contratação estimada em aproximadamente R$ 1,9 milhão. O procedimento teria sido concluído em sete dias, em dezembro de 2024.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias da contratação e eventual existência de irregularidades. Não há, até o momento, conclusão pública estabelecendo responsabilidade criminal do ex-prefeito relacionada à compra investigada.
Advogados adotam medidas para garantir liberdade
Na nota, os advogados Caius Tavares, Célio Tavares, Aroldo Bueno e Áureo César afirmaram que estão adotando as providências jurídicas cabíveis para esclarecer a situação e garantir os direitos e a liberdade de Isaú Fonseca.
A manifestação da defesa acrescenta novas informações ao caso publicado anteriormente pelo Rondônia Direto. Na primeira reportagem, divulgada durante a manhã, ainda não havia posicionamento dos representantes do ex-prefeito e as circunstâncias relacionadas à arma aguardavam esclarecimentos.
A situação permanece em andamento e poderá ser atualizada conforme a Polícia Federal divulgue informações oficiais sobre a diligência e sobre a situação jurídica de Isaú Fonseca.


