A família de Laysa Cristine Neris da Silva Bonfim, de 23 anos, revelou novos detalhes sobre o período que antecedeu a descoberta do corpo da jovem em uma casa no Jardim Varan, em Suzano, na Grande São Paulo. O ex-companheiro Dioney Santos Celestino, de 29 anos, é apontado como principal suspeito do crime e segue sendo procurado pela Polícia Civil.
A avó da jovem afirmou que o homem teria permanecido durante dias no imóvel após a morte de Laysa.
“Ele ficou com ela três dias morta dentro de casa”, relatou a avó em entrevista exibida nesta quarta-feira (23).
O relato da familiar é uma informação apresentada à imprensa e integra o contexto investigado pela polícia. A duração exata do período entre a morte e a localização do corpo dependerá dos elementos periciais e da investigação.
Família relata relacionamento conturbado
Segundo familiares ouvidos após o crime, Laysa mantinha um relacionamento recente com Dioney. Relatos da família apontam episódios de comportamento agressivo e possessivo por parte do suspeito.
A filha de Laysa também teria contado à avó sobre agressões sofridas pela mãe. No último contato com a família, no sábado (19), a jovem teria manifestado intenção de deixar a residência devido às constantes discussões com o companheiro.
O boletim de ocorrência registra que a mãe conversou com Laysa pela última vez no sábado, por volta das 20 horas. Depois disso, familiares e amigos não conseguiram mais contato com ela.
Suspeito teria enviado mensagem sobre a morte
Uma amiga da jovem relatou que tentou falar com Laysa durante cerca de dois dias sem obter resposta. Conforme o boletim de ocorrência, Dioney teria posteriormente enviado uma mensagem informando que Laysa estava morta dentro da residência e atribuindo a si a morte dela.
A mãe e o padrasto foram até o imóvel e encontraram a porta da frente trancada por dentro com uma corrente. O padrasto arrombou a entrada e encontrou Laysa caída na sala.
A Polícia Militar e o Samu foram acionados, mas a jovem já estava morta.
Segundo o registro policial, Laysa apresentava ferimento na cabeça e havia sangue no chão. Um celular encontrado sobre o corpo foi apreendido para análise.
Vídeo da vítima também é investigado
Outro ponto apurado pela Polícia Civil é o relato de que Dioney teria mostrado a moradores da região um vídeo em que Laysa aparecia já morta. A informação foi apresentada por testemunhas e consta dos relatos reunidos pela investigação.
Também existem declarações de terceiros segundo as quais o suspeito teria afirmado envolvimento na morte de outras pessoas. Até o registro inicial da ocorrência, porém, não havia confirmação policial dessas supostas mortes.
Polícia procura ex-companheiro
O caso foi registrado como feminicídio na Delegacia de Polícia Central de Suzano. Exames necroscópico e toxicológico foram solicitados para auxiliar na determinação da causa da morte e na reconstrução da dinâmica do crime.
Dioney permanece apontado como principal suspeito. Até a atualização disponível nesta quarta-feira (23), a polícia continuava realizando diligências para localizá-lo.
A investigação deverá esclarecer quando Laysa morreu, as circunstâncias do crime e as declarações atribuídas ao ex-companheiro.


