A Polícia Civil de Rondônia prendeu quatro dos cinco investigados pelo assassinato de Kauan de Oliveira Gomes, de 23 anos, durante a Operação Sicário, deflagrada na manhã deste sábado (7 de novembro de 2026), em Pimenta Bueno, no interior de Rondônia. O quinto suspeito permanece foragido.
A operação também investiga a tentativa de homicídio de uma jovem de 21 anos, que conseguiu escapar da ação criminosa.
Segundo a Polícia Civil, Kauan e a jovem foram sequestrados na madrugada de 16 de outubro, amordaçados e levados à força para uma área isolada da Linha 40, na zona rural do município.
No local, Kauan foi morto com um disparo de arma de fogo enquanto estava com as mãos amarradas para trás. Seu corpo foi encontrado somente no dia 18 de outubro.
As investigações apontam que o assassinato teria sido determinado por integrantes de uma organização criminosa como forma de punição interna.
Quatro investigados são presos e um continua foragido
A Operação Sicário foi coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Pimenta Bueno e mobilizou mais de 40 policiais civis e militares.
O objetivo foi cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra cinco pessoas identificadas durante a investigação do homicídio e da tentativa de homicídio.
Dos cinco investigados, quatro foram presos durante a operação. O quinto ainda não havia sido localizado até a última atualização divulgada pelas autoridades.
As equipes policiais continuam realizando diligências para cumprir o mandado de prisão pendente.
As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Pimenta Bueno, após pedidos apresentados pela Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.
Kauan foi sequestrado e executado na Linha 40
De acordo com a investigação, Kauan de Oliveira Gomes e uma jovem de 21 anos foram abordados em uma via pública de Pimenta Bueno na madrugada de 16 de outubro.
Os dois foram amordaçados e obrigados a entrar em um veículo, sendo transportados contra a própria vontade até uma região isolada da Linha 40.
Na área rural, Kauan foi atingido por um disparo de arma de fogo enquanto permanecia com as mãos amarradas às costas, sem condições de se defender.
A jovem conseguiu escapar dos criminosos e sobreviveu à tentativa de homicídio.
O corpo de Kauan foi localizado dois dias depois, em 18 de outubro, dando início a uma série de diligências para identificar os envolvidos e esclarecer a motivação do crime.
Polícia investiga execução ordenada por facção criminosa
Conforme a Polícia Civil, os elementos reunidos durante o inquérito indicam que a morte de Kauan teria sido determinada por integrantes de uma organização criminosa.
A principal linha de investigação aponta para uma punição conhecida como “disciplina”, expressão utilizada por grupos criminosos para se referir a castigos impostos a pessoas consideradas infratoras de suas regras internas.
A hipótese é investigada pela polícia e ainda depende da conclusão dos procedimentos e da responsabilização individual dos envolvidos.
As autoridades não divulgaram os nomes dos cinco investigados nem detalharam a suposta participação de cada um no crime.
Operação mobilizou policiais de Pimenta Bueno e Cacoal
A ação contou com a participação de equipes da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Pimenta Bueno e de policiais da Delegacia Regional de Cacoal.
Também participaram agentes da 3ª Companhia da Polícia Militar de Pimenta Bueno, integrantes do Núcleo de Inteligência e equipes do Canil do 4º Batalhão da Polícia Militar.
O trabalho conjunto permitiu a localização e prisão de quatro investigados, enquanto as buscas continuam pelo quinto suspeito.
A Polícia Civil considera esclarecidos os principais aspectos relacionados ao homicídio e à tentativa de homicídio, mas a apuração sobre a responsabilidade de cada investigado permanece em andamento.
Investigações continuam para localizar último suspeito
Com quatro prisões efetuadas, a Operação Sicário entra em uma nova etapa voltada à localização do investigado que permanece foragido.
Os materiais eventualmente recolhidos durante as buscas poderão contribuir para o aprofundamento do inquérito e para o esclarecimento da participação de cada suspeito.
As prisões preventivas representam medidas cautelares autorizadas pela Justiça e não significam condenação definitiva.
O assassinato de Kauan de Oliveira Gomes, de 23 anos, e a tentativa de homicídio contra a jovem de 21 anos seguem sob investigação da Polícia Civil de Rondônia.
Fontes: Polícia Civil de Rondônia, Conexão Rondônia e Diário da Amazônia.





