Homem é condenado a 131 anos e 7 meses por matar mulher, menina e bebê em São Francisco do Guaporé

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Foto: Reprodução

Jackson da Silva dos Santos foi condenado a 131 anos e 7 meses de prisão pelos crimes cometidos contra integrantes de uma mesma família em São Francisco do Guaporé, em Rondônia. O julgamento ocorreu na terça-feira (15), no Tribunal do Júri, e terminou com condenações por três homicídios qualificados, tentativa de homicídio e estupro de vulnerável.

As vítimas que morreram foram Tereza Peterson, de 45 anos, Ana Vitória, de 11 anos, e Ayla Maité, um bebê de oito meses. Uma criança de 2 anos também foi atacada, ficou gravemente ferida, mas sobreviveu.

Os crimes ocorreram na madrugada de 15 de novembro de 2024, dentro de uma residência localizada na Rua 27 de Dezembro, no bairro Cidade Baixa. Conforme informações do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), o réu havia deixado a prisão, onde cumpria pena por furto, antes de entrar na residência onde estavam as vítimas.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença, formado por três homens e quatro mulheres, reconheceu a responsabilidade do réu pelos cinco crimes levados ao júri. A sessão foi presidida pelo juiz Paulo Juliano Roso Teixeira.

Júri reconheceu qualificadoras

Jackson da Silva dos Santos (condenado) — Foto: Reprodução/ Polícia Civil de Rondônia

Nos homicídios, os jurados reconheceram qualificadoras relacionadas ao emprego de meio cruel, ao recurso que dificultou a defesa das vítimas e à idade inferior a 14 anos, conforme as circunstâncias relativas a cada vítima. Em relação à criança de 2 anos que sobreviveu, o Conselho de Sentença reconheceu a tentativa de homicídio e as qualificadoras apresentadas pela acusação.

A condenação também abrangeu o crime de estupro de vulnerável. Ao final da dosimetria, a pena aplicada a Jackson chegou a 131 anos e 7 meses de reclusão, com regime inicial fechado.

O julgamento foi realizado quase dois anos depois dos crimes. Jackson havia sido preso sete dias após as mortes, em São Miguel do Guaporé.

A defesa de Jackson é exercida pela Defensoria Pública de Rondônia. As informações disponibilizadas até o momento não indicam se haverá recurso contra a sentença.

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