Um jovem acusado de importunação sexual contra três estudantes adolescentes em Vilhena foi detido pela Polícia Militar, levado à Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) e posteriormente liberado após prestar depoimento e pagar fiança de valor inferior a R$ 2 mil. As informações foram divulgadas neste sábado (19) pela imprensa local.
O episódio teria ocorrido na sexta-feira (18) e envolveu três alunas do Colégio Tiradentes da Polícia Militar. Por envolver adolescentes, detalhes sobre a identidade das vítimas não foram divulgados.
Segundo as informações publicadas, o suspeito conduzia uma Chevrolet Montana e teria abordado as estudantes enquanto elas seguiam para a escola. Em determinado momento, ele teria inclusive tentado parar o ônibus no qual as adolescentes estavam.
Até a publicação das informações disponíveis, a Polícia Civil não havia divulgado detalhamento oficial sobre o caso.
Veículo foi localizado em posto de combustíveis
A caminhonete apontada como utilizada durante as abordagens foi localizada por agentes municipais de trânsito em um posto de combustíveis de Vilhena.
Os servidores acionaram Carlos Suchi, coordenador do órgão municipal de trânsito, ex-vereador e policial militar da reserva. A partir da identificação da placa, foi possível chegar ao proprietário da Montana.
De acordo com a apuração publicada, o dono do veículo informou que havia emprestado a caminhonete ao jovem posteriormente apontado como responsável pelas abordagens.
O proprietário entrou em contato com ele, que compareceu ao posto de combustíveis. Uma equipe da Polícia Militar foi acionada e realizou a condução do rapaz à Unisp.
Suspeito pagou fiança e foi liberado
Após ser apresentado à Polícia Civil e prestar esclarecimentos, o jovem pagou fiança inferior a R$ 2 mil e foi colocado em liberdade, segundo as informações divulgadas sobre o caso.
A reportagem de origem afirma ainda que o rapaz pertence a uma família conhecida de Vilhena, assim como o proprietário do veículo emprestado. Essa circunstância, porém, não estabelece relação com a concessão da liberdade, e as informações disponíveis não indicam tratamento diferenciado em razão da origem familiar.
Também não havia confirmação, até a publicação, sobre eventual consumo de bebida alcoólica pelo jovem antes das abordagens.
Como o caso envolve adolescentes, a apuração deve preservar a identidade das vítimas. A responsabilização do investigado dependerá do andamento do procedimento policial e das demais etapas legais.


