A família de Gabriel Mello Castorino, motoboy de 19 anos morto em Vilhena em março de 2025, contestou a versão de que uma suposta traição teria motivado o assassinato. A manifestação ocorreu neste sábado (19), um dia após Marcelo Augusto Crispin de Oliveira, de 23 anos, ser condenado a 20 anos de prisão pelo crime.
Segundo os familiares, mensagens atribuídas à companheira do condenado indicariam que ela negava ter mantido qualquer relacionamento com Gabriel. A família afirma ainda que a mulher, ao prestar depoimento, também teria negado a suposta traição que teria provocado a desconfiança de Marcelo.
Dessa forma, os parentes sustentam que a suspeita apresentada como motivação do crime teria partido do próprio condenado, sem que houvesse um relacionamento entre Gabriel e a mulher.
Gabriel foi agredido antes de ser morto
O crime aconteceu em março de 2025. De acordo com informações apresentadas durante o caso, Gabriel e Marcelo eram amigos e estiveram em uma casa noturna na mesma noite em que o jovem foi morto.
Gabriel teria sido atraído para uma emboscada. A necropsia apontou que o jovem sofreu agressões antes de morrer, inclusive com lesões compatíveis com chicotadas nas costas. Posteriormente, ele foi morto com disparos de pistola calibre .380.
A acusação sustentou que o crime envolveu extrema violência e que a vítima não teve possibilidade de se defender. No julgamento, o Ministério Público pediu o reconhecimento das qualificadoras de meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.
Condenado a 20 anos de prisão
O julgamento ocorreu na sexta-feira (18), em Vilhena, começando pela manhã e sendo concluído no final da tarde.
Após a decisão dos jurados, Marcelo Augusto Crispin de Oliveira foi condenado a 20 anos de prisão. A Justiça também negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.
A reportagem que acompanhou o caso aponta que outras pessoas teriam participado da execução de Gabriel, mas Marcelo foi o réu identificado publicamente no julgamento realizado na sexta-feira.
Família diz que mensagens desmentem traição
Após o julgamento, familiares procuraram a imprensa para contestar especialmente a alegação de motivação passional.
Segundo a família, existem registros de conversas entre Marcelo e sua companheira nos quais ela teria negado qualquer envolvimento amoroso com Gabriel. Os parentes afirmam que a mesma versão foi apresentada pela mulher quando ela foi ouvida sobre o caso.
Assim, embora a suspeita de traição tenha aparecido como elemento relacionado à motivação atribuída ao crime, a existência desse relacionamento é contestada pela família da vítima e teria sido negada pela própria mulher apontada como pivô da desconfiança.


