Lamentável – Estudante de Nutrição é morta a facadas dentro de academia após tentativa de estupro

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Foto: Reprodução

A estudante de Nutrição Thaissa Gabriely Oliveira Marques, de 21 anos, foi morta dentro de uma academia em Londrina, no norte do Paraná, após resistir a uma tentativa de estupro. O crime aconteceu na tarde de sexta-feira (11), no estabelecimento onde a jovem havia sido contratada recentemente. Um homem de 21 anos foi preso em flagrante e permanece detido.

Reportagens publicadas nesta quinta-feira (17), com informações atribuídas ao advogado da família, apontam que Thaissa sofreu 46 golpes de faca. Há, porém, divergência com informação anterior atribuída a laudo da Polícia Científica, que indicou 44 ferimentos por arma branca.

A jovem cursava Nutrição no Centro Universitário Filadélfia (UniFil) e também se preparava para prestar vestibular para Direito. No dia do crime, trabalhava na divulgação de uma academia que ainda seria inaugurada.

Suspeito teria pedido para conhecer academia

Segundo as informações reunidas pela investigação, Thaissa distribuía panfletos em frente ao estabelecimento quando Gabriel de Andrade, de 21 anos, pediu para conhecer as instalações.

A jovem entrou no imóvel com ele para apresentar o espaço. Conforme o relato do advogado da família divulgado pela imprensa, ao chegarem ao vestiário, área onde não havia câmeras, o homem teria tentado imobilizá-la utilizando uma corda de ginástica.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, Gabriel admitiu que pretendia cometer o estupro e afirmou que matou Thaissa depois que ela resistiu. A polícia segue investigando as circunstâncias do crime e aguarda a conclusão dos exames periciais.

O caso é tratado na investigação como feminicídio.

Áudios mostram preocupação antes do crime

Dias antes de ser morta, Thaissa havia comentado com um amigo sobre as visitas frequentes de um homem à academia.

Em um áudio enviado na terça-feira (8), a estudante demonstrou preocupação ao mencionar que o local possuía áreas sem monitoramento por câmeras. Ela relatou ainda que o homem havia aparecido repetidas vezes no estabelecimento naquele mesmo dia.

Questionada sobre as gravações, a Polícia Civil informou que os áudios integram o inquérito e que os elementos obtidos até aquele momento permitiam identificar a pessoa mencionada pela vítima como o mesmo homem preso posteriormente pelo crime.

Homem foi preso após o crime

Depois da morte de Thaissa, Gabriel foi localizado ferido em outro endereço.

Segundo a Polícia Civil, ele foi atendido e posteriormente encaminhado à delegacia, onde acabou preso em flagrante por homicídio qualificado e tentativa de estupro.

Outra linha apurada pela investigação é o comportamento do suspeito após o homicídio. Conforme informações divulgadas pela imprensa, ele teria escondido a faca utilizada no crime no forro de gesso do imóvel e fechado uma das entradas da academia. Depois, teria saído do local e apresentado uma versão de que havia sido vítima de uma tentativa de assalto.

No sábado (12), a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva durante audiência de custódia, segundo informação do Tribunal de Justiça do Paraná.

Defesa se manifestou

A defesa de Gabriel informou que ele colaborou com as investigações e prestou esclarecimentos às autoridades.

O advogado também declarou que o investigado possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e defendeu que essa condição seja considerada no processo.

Após a manifestação, a ONG Autimizar, de Londrina, ressaltou que eventual diagnóstico de TEA não deve ser relacionado de forma generalizada a comportamentos violentos ou à criminalidade.

A responsabilidade criminal e as circunstâncias definitivas do caso serão estabelecidas no decorrer da investigação e do processo judicial.

Universidade lamentou morte da estudante

A UniFil divulgou nota de pesar pela morte de Thaissa e prestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas e professores da estudante.

A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres de Londrina também se manifestou e destacou a necessidade de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres.

A Polícia Civil continua reunindo provas e aguarda a conclusão dos exames periciais para esclarecer todos os detalhes do crime.

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