Quem era Evelyn Dantas, influenciadora morta a tiros dias após deixar a prisão no Pará

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Foto: Reprodução

A influenciadora digital Evelyn Lima Dantas, de 21 anos, foi morta a tiros na madrugada de quarta-feira (16), em Mãe do Rio, no nordeste do Pará. Ela havia deixado o sistema prisional poucos dias antes e era investigada por suspeita de envolvimento no assassinato de um sargento da reserva da Polícia Militar ocorrido em julho.

Moradora do município, Evelyn mantinha presença nas redes sociais, onde publicava registros de viagens, passeios, produções de beleza e momentos com familiares e amigos. Uma das contas atribuídas à influenciadora chegou a reunir mais de 24 mil seguidores, mas já não estava ativa quando ocorreu o homicídio.

Evelyn também se apresentava nas redes sociais como estudante de Ciências Contábeis. Nos últimos meses, entretanto, seu nome ganhou repercussão fora da internet depois que ela passou a ser investigada no caso da morte do sargento da reserva Antônio Anildo Alves, de 56 anos.

Influenciadora foi retirada de casa antes dos disparos

O assassinato ocorreu por volta das 3h30, na Rua Bernardo Ferreira de Oliveira, no bairro São Francisco, em Mãe do Rio.

Segundo informações registradas pelas autoridades, dois homens entraram no imóvel onde Evelyn estava com o pai. Os criminosos teriam rendido o familiar e levado a jovem para a parte externa da residência, onde ela foi atingida por vários disparos.

Após o crime, os autores fugiram em um veículo. Câmeras de monitoramento registraram a chegada do carro e as imagens devem auxiliar a investigação.

Na fachada do imóvel foi encontrada uma pichação com a sigla “TCP”, associada ao Terceiro Comando Puro, organização criminosa originária do Rio de Janeiro. A presença da inscrição é investigada, mas, até o momento das informações divulgadas, a Polícia Civil não havia confirmado que a facção foi responsável pelo assassinato.

Evelyn era investigada após morte de sargento

O caso que colocou Evelyn sob investigação ocorreu em 29 de julho, quando o sargento da reserva da Polícia Militar Antônio Anildo Alves foi morto a tiros em Mãe do Rio.

O policial, que também havia comandado a Guarda Municipal da cidade, foi atacado por homens encapuzados após os criminosos chegarem ao local em um veículo. A morte desencadeou uma série de operações das forças de segurança para identificar os envolvidos.

Durante as diligências, Evelyn passou a ser investigada por suspeita de ter prestado apoio logístico ao grupo apontado como responsável pelo homicídio.

Segundo informações divulgadas sobre a investigação, durante uma das ações policiais foram apreendidos dois carregadores de arma de fogo, entorpecentes e outros materiais. Evelyn também foi autuada por suspeita de tráfico de drogas.

A Polícia Civil, porém, não havia detalhado publicamente qual teria sido a participação específica da influenciadora na morte do militar. Ela permanecia na condição de investigada, sem condenação pelo homicídio.

Justiça concedeu liberdade provisória

Evelyn permaneceu presa durante o andamento das investigações, mas posteriormente recebeu liberdade provisória.

Há divergência entre reportagens recentes sobre a data exata da saída. Informações atribuídas à Secretaria de Administração Penitenciária do Pará (Seap) indicam que ela estava em liberdade desde 9 de setembro, mediante alvará de soltura. Outra publicação local informa que a saída do presídio feminino de Ananindeua ocorreu no sábado (12).

A decisão judicial citada pela imprensa apontou ausência de novos elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva relacionada à investigação sobre a morte do sargento. Medidas cautelares teriam sido impostas, incluindo monitoramento eletrônico e recolhimento domiciliar.

Poucos dias depois, Evelyn foi assassinada.

Polícia investiga motivação e autoria

A Delegacia de Mãe do Rio conduz a investigação sobre a morte da influenciadora. Perícias foram solicitadas, testemunhas estão sendo ouvidas e equipes realizam buscas para identificar os responsáveis.

Uma das linhas mencionadas por integrantes das forças de segurança considera possível retaliação ou tentativa de eliminar provas, mas essas hipóteses ainda estão sob investigação e não constituem conclusão sobre a motivação do crime.

A inscrição “TCP” deixada no imóvel também faz parte dos elementos analisados pelos investigadores. Até as últimas informações disponíveis, não havia confirmação oficial de que o Terceiro Comando Puro tenha ordenado ou executado o homicídio.

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