Justiça libera propaganda de Michelle com imagem e citação a Jair Bolsonaro

Redação Rondônia Direto
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Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro • Heuler Andrey/Dia Esportivo/Estadão Conteúdo

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) voltou a permitir que Michelle Bolsonaro (PL-DF) utilize imagens e uma fala atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em propaganda de sua campanha ao Senado.

A decisão foi tomada pelo juiz auxiliar Rafael Moreira Mota, que revogou uma liminar anterior e julgou improcedente a representação apresentada pela deputada federal Erika Kokay (PT-DF), também candidata ao Senado pelo Distrito Federal.

Propaganda havia sido suspensa

A peça eleitoral havia sido suspensa em decisão liminar de 17 de setembro.

Erika Kokay argumentou à Justiça Eleitoral que o material poderia contrariar restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a manifestações político-eleitorais de Jair Bolsonaro.

A defesa de Michelle, por outro lado, sustentou que as restrições judiciais direcionadas ao ex-presidente têm caráter pessoal e não impedem terceiros de utilizarem sua imagem ou fazerem referência à trajetória dele.

Após analisar novamente o caso, Rafael Moreira Mota concluiu que não existem elementos suficientes para afirmar que Michelle tenha atuado como intermediária do marido para contornar as determinações judiciais impostas a ele.

Juiz analisou fala atribuída a Bolsonaro

A propaganda apresenta fotografias do ex-presidente ao lado de Michelle e reproduz uma frase que a candidata atribui ao marido sobre política e decisões tomadas no Congresso.

Ao avaliar o conteúdo, o magistrado considerou que a declaração possui caráter político, mas não permite concluir de forma inequívoca que se trate de uma manifestação eleitoral de Jair Bolsonaro. Também foi considerada a ausência de informação precisa sobre quando a frase teria sido dita.

O juiz ainda entendeu que não existe determinação do STF que proíba, de maneira geral, terceiros de utilizarem a imagem do ex-presidente em propaganda eleitoral.

Ministério Público defendeu rejeição da ação

O Ministério Público Eleitoral (MPE) também se manifestou pela improcedência da representação.

Segundo o entendimento apresentado no processo, as restrições impostas a Bolsonaro não impedem automaticamente que outros candidatos façam referências a ele ou à sua trajetória política.

Com a nova decisão, a propaganda analisada pelo TRE-DF pode voltar a ser veiculada.

A decisão se refere especificamente à peça questionada no processo e ao entendimento adotado pela Justiça Eleitoral para esse conteúdo.

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