A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 74,6 milhões em despesas eleitorais até as 14h de quarta-feira (21 de outubro de 2026), enquanto a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou R$ 65,7 milhões no mesmo período.
Os números apresentados no levantamento têm como referência os dados de prestação de contas disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reúne informações sobre receitas, despesas e fornecedores contratados pelos candidatos.
A diferença entre os valores declarados pelos dois candidatos chega a aproximadamente R$ 8,9 milhões, considerando os totais informados.
O segundo turno da eleição presidencial está marcado para domingo, 25 de outubro.
Flávio Bolsonaro declarou R$ 95,5 milhões em receitas
De acordo com os dados apresentados, Flávio Bolsonaro registrou R$ 65,1 milhões em despesas referentes ao primeiro turno, encerrado em 4 de outubro.
Após essa etapa, foram declarados mais R$ 9,5 milhões em gastos, elevando o total para R$ 74,6 milhões.
A arrecadação informada pela campanha alcançou R$ 95,5 milhões, incluindo recursos públicos eleitorais e partidários, além de doações de pessoas físicas.
Entre os principais contratos aparece a empresa Faro Propaganda e Publicidade Ltda., comandada pelo publicitário Duda Lima, que recebeu R$ 13,1 milhões em contratações declaradas.
Os maiores contratos da campanha incluem serviços relacionados à comunicação digital, análise de dados, monitoramento de conteúdos, acompanhamento de informações em tempo real e estratégias de publicidade segmentada.
Segundo o levantamento, entre os dez maiores fornecedores não predominam empresas ligadas à realização de eventos presenciais ou à impressão de materiais gráficos em larga escala.
Campanha de Lula declarou R$ 118,4 milhões em receitas
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva apresentou R$ 65,6 milhões em despesas até o encerramento do primeiro turno.
No período posterior, os registros informados no levantamento apontam apenas R$ 36 mil em novas despesas, valor que ainda poderá ser atualizado com a inclusão de contratos e notas fiscais.
A arrecadação total declarada pela campanha chegou a R$ 118,4 milhões.
Diferentemente da estratégia de gastos apresentada pela campanha adversária, os principais contratos de Lula incluem tanto serviços digitais quanto atividades presenciais.
Entre as despesas de maior valor aparecem contratações de estruturas para comícios, incluindo equipamentos de som, iluminação e montagem de palanques.
Também constam gastos com materiais impressos, como santinhos, banners e panfletos, produzidos pela gráfica NMC.
Outro fornecedor citado é o instituto de pesquisa Soma, contratado para a realização de levantamentos qualitativos e quantitativos.
Confira os valores declarados pelas campanhas
| Indicador | Flávio Bolsonaro (PL) | Lula (PT) |
|---|---|---|
| Despesas no primeiro turno | R$ 65,1 milhões | R$ 65,6 milhões |
| Despesas registradas após o primeiro turno | R$ 9,5 milhões | R$ 36 mil |
| Total de despesas informado | R$ 74,6 milhões | R$ 65,7 milhões |
| Receitas declaradas | R$ 95,5 milhões | R$ 118,4 milhões |
| Percentual do teto total de gastos | 55,9% | 49,3% |
Valores parciais, referentes ao levantamento informado até as 14h de 21 de outubro de 2026. Os totais foram apresentados de forma arredondada.
TSE estabeleceu limite de R$ 133,4 milhões
Para a eleição presidencial de 2026, o levantamento informa que o Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu um limite total de despesas de R$ 133,4 milhões para candidatos que disputam os dois turnos.
Desse montante, R$ 88,9 milhões correspondem ao primeiro turno e R$ 44,5 milhões ao segundo.
Com base nos valores declarados, Flávio Bolsonaro utilizou o equivalente a 55,9% do teto total, enquanto Lula registrou despesas correspondentes a 49,3% do limite.
Os percentuais representam a relação entre os gastos declarados até o momento e o teto informado, não significando que todas as despesas de campanha já tenham sido registradas.
Por que os valores ainda podem aumentar?
O sistema DivulgaCandContas, do TSE, disponibiliza informações sobre arrecadação e despesas eleitorais, permitindo o acompanhamento público das movimentações financeiras das campanhas.
Entretanto, os registros podem apresentar diferenças temporárias em razão dos prazos de comunicação das receitas e de inclusão de despesas, contratos e documentos fiscais.
Segundo as informações do levantamento, as doações financeiras devem ser comunicadas em até 72 horas após o recebimento.
No segundo turno, a inclusão de despesas pode ocorrer posteriormente à contratação ou à realização dos serviços, fazendo com que os valores inicialmente apresentados sejam inferiores aos totais definitivos.
Por isso, os números divulgados não representam necessariamente o custo final das campanhas presidenciais.
A prestação de contas completa permitirá verificar os gastos efetivamente declarados, os fornecedores contratados e a origem dos recursos utilizados.
Recursos públicos e doações financiam as campanhas
As campanhas eleitorais podem utilizar recursos provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral, e do Fundo Partidário.
Também são permitidas doações de pessoas físicas, transferências partidárias e outras modalidades de arrecadação previstas na legislação eleitoral.
A divulgação dessas informações permite que a população acompanhe a aplicação dos recursos e conheça as empresas e os serviços contratados durante a disputa presidencial.
Fonte: Levantamento baseado em dados atribuídos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com referência às 14h de 21 de outubro de 2026.




