A árbitra de futebol Amanda Santos da Rocha morreu aos 32 anos, na terça-feira (22), em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. A profissional havia passado por um transplante de coração em 2025 e estava retomando gradualmente as atividades na arbitragem.
Segundo as informações divulgadas, a morte foi provocada por complicações cardíacas decorrentes de uma infecção bacteriana. Amanda deixa duas filhas, Monique, de 11 anos, e Allana, de 4 anos.
Amanda havia passado por transplante de coração
Em 2025, Amanda enfrentou um período delicado de saúde e precisou passar por um transplante cardíaco. Meses depois do procedimento, ela compartilhou nas redes sociais a experiência vivida durante o tratamento e comemorou a oportunidade de retornar à família e à carreira.
Em uma publicação feita em janeiro, a árbitra contou que havia permanecido cerca de dois meses e meio no hospital e descreveu a recuperação como uma nova oportunidade de vida.
Amanda também relatou ter enfrentado dificuldades relacionadas à rejeição antes de receber um coração compatível com seu organismo. Após o transplante, iniciou o processo de recuperação e passou a retomar gradualmente suas atividades.
Trajetória na arbitragem
Formada em Educação Física pela Faveni de Cruz Alta, Amanda também foi aluna da Escola Estadual de Ensino Médio Dom Antônio Reis.
No futebol, integrava a Associação Independente dos Árbitros de Cruz Alta (Aiaca) e trabalhava principalmente como auxiliar de arbitragem em competições realizadas na região.
O trabalho desenvolvido nos campos ganhou reconhecimento em 2023, quando Amanda foi escolhida como melhor auxiliar de arbitragem do campeonato municipal de futebol de campo de Quinze de Novembro, também no Rio Grande do Sul.
Na ocasião, ela comemorou publicamente o reconhecimento e agradeceu aos profissionais e integrantes da associação que apoiavam sua trajetória na arbitragem.
Morte gera homenagens no futebol
A morte de Amanda provocou manifestações de pesar entre árbitros, colegas e pessoas ligadas ao futebol regional.
A Aiaca publicou uma homenagem à profissional após a confirmação da morte. Colegas também lembraram a dedicação de Amanda e sua ligação com a arbitragem.
O velório foi realizado na Igreja Assembleia de Deus, no bairro Planalto, em Cruz Alta. O sepultamento ocorreu na manhã de quarta-feira (23), no Cemitério Jardim do Sossego.


