Familiares, amigos e pessoas próximas se despediram nesta segunda-feira (7) da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, morta no fim de semana em Maringá, no Norte do Paraná. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal da cidade, em meio à comoção provocada pelo caso.
Gassi foi encontrada morta na noite de sábado (5), dentro do apartamento onde morava. A Polícia Civil do Paraná investiga o caso como feminicídio. O companheiro dela, o advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, foi preso em flagrante em Mandaguari e permanece sob custódia.
O casal tinha um filho de aproximadamente oito meses. A criança estava no apartamento quando a médica foi encontrada, não sofreu ferimentos e posteriormente ficou sob os cuidados de familiares.
Quem era Gassi Mazia
Gassi trabalhava como médica da família na Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, em Sarandi, município vizinho a Maringá. Ela atuava na atenção básica e havia se formado em medicina há cerca de dez anos.
Após a morte, a Prefeitura de Sarandi divulgou uma nota de pesar e destacou a contribuição da profissional para a saúde pública do município, além de manifestar repúdio à violência contra as mulheres.
A morte da médica também provocou manifestações de pesar nas redes sociais, com mensagens de pacientes, amigos e pessoas que acompanharam sua trajetória profissional.
Companheiro foi preso após o crime
Segundo a Polícia Civil, Gassi e João Vitor mantinham um relacionamento conturbado e haviam reatado recentemente. A investigação aponta que houve uma discussão no apartamento na noite do crime.
João Vitor foi localizado posteriormente em Mandaguari, a cerca de 30 quilômetros de Maringá. Ele apresentava ferimentos e precisou receber atendimento hospitalar, permanecendo sob escolta policial. Segundo informações da Polícia Militar divulgadas pela Band, o suspeito confessou o crime aos policiais.
O advogado trabalhava como assessor jurídico da Prefeitura de Marialva. Após a prisão, a administração municipal determinou sua exoneração do cargo comissionado e divulgou manifestação repudiando a violência contra a mulher.
A Polícia Civil mantém a investigação para esclarecer integralmente as circunstâncias e a motivação do crime. O inquérito, inicialmente formalizado pela Delegacia de Homicídios, foi encaminhado à Delegacia da Mulher de Maringá para continuidade das apurações.



