Professores da rede municipal de Cacoal anunciam greve por tempo indeterminado a partir de 8 de setembro

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Fernando Neves, presidente do Sinsemuc - Foto: O Minuto Notícia

Os profissionais do magistério da rede municipal de Cacoal decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado na próxima terça-feira, 8 de setembro. A mobilização está prevista para começar às 7h30, com concentração na Praça Municipal.

A decisão foi aprovada em Assembleia Geral realizada no dia 25 de agosto e posteriormente comunicada à Prefeitura pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cacoal (SINSEMUC). Segundo a entidade, a administração municipal foi oficialmente notificada sobre a deflagração do movimento.

O sindicato informou que encaminhou o Ofício nº 156/SINSEMUC/2026 ao prefeito Tony Pablo e ao procurador-geral do Município e coordenador da comissão de negociação, Caio Raphael Ramalho Veche e Silva.

Categoria reivindica atualização do piso do magistério

A greve é resultado de um processo de mobilização iniciado meses antes. A principal reivindicação apresentada pelos profissionais da educação é a implementação da atualização de 5,4% do Piso Nacional do Magistério.

Em julho, quando a categoria realizou uma paralisação de um dia, o SINSEMUC afirmava que a administração municipal ainda não havia apresentado uma proposta para efetivar a atualização reivindicada. O sindicato declarou na ocasião que permanecia aberto ao diálogo com o Executivo.

Em agosto, antes da decisão pela greve, uma nova assembleia foi convocada para analisar o Ofício nº 171 encaminhado pela Prefeitura. De acordo com o presidente do sindicato, Fernando Neves, o documento não apresentava uma proposta concreta de reajuste integral ou escalonado. A avaliação é da representação sindical.

Após a análise das negociações, a assembleia realizada em 25 de agosto aprovou a greve por tempo indeterminado.

Sindicato diz que Prefeitura foi comunicada

Com a decisão tomada, o SINSEMUC iniciou a comunicação formal da paralisação. Além da Prefeitura, a entidade informou que está comunicando veículos de imprensa e a sociedade sobre o movimento.

O sindicato sustenta que a greve não era o resultado inicialmente pretendido pelos trabalhadores, mas considera a paralisação um instrumento legítimo diante da ausência de solução para a reivindicação apresentada pela categoria.

As alegações sobre falta de avanço nas negociações e ausência de uma proposta considerada satisfatória representam o posicionamento do sindicato e não devem ser interpretadas como conclusão independente sobre eventual descumprimento de obrigações pela administração municipal.

Greve poderá afetar funcionamento das escolas

A extensão dos efeitos da paralisação sobre as escolas municipais dependerá da adesão dos profissionais a partir de terça-feira.

Até o início efetivo do movimento, não é possível determinar quantas unidades terão as aulas afetadas, quantos servidores participarão ou quantos estudantes poderão ficar temporariamente sem atividades presenciais.

A rede municipal iniciou o segundo semestre de 2026 atendendo cerca de 8,5 mil alunos, conforme informação divulgada anteriormente pela própria Prefeitura de Cacoal.

Também permanece a possibilidade de novas negociações entre representantes da administração municipal e da categoria antes ou durante a greve.

Até a consulta realizada nesta sexta-feira (4), a área de notícias da Prefeitura de Cacoal não apresentava publicação específica com posicionamento da administração sobre a greve anunciada para 8 de setembro.

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