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Hackers roubam US$ 6,3 bilhões da Binance no maior ataque da história das criptomoedas

Redação Rondônia Direto
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Logo da Binance • 31/03/2023 - REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/
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A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, sofreu um ataque cibernético que resultou no desvio de aproximadamente US$ 6,3 bilhões em ativos digitais. O crime ocorreu na quinta-feira (29 de outubro) e é considerado o maior roubo já registrado no mercado de criptomoedas.

A maior parte dos valores foi retirada em cerca de 20 minutos, segundo análises dos registros das transações. Os invasores conseguiram movimentar recursos de carteiras digitais utilizadas pela empresa para processar operações.

O ataque provocou uma mobilização de empresas especializadas em rastreamento de criptomoedas e de instituições responsáveis pela emissão de ativos digitais. Aproximadamente metade do dinheiro roubado teve sua movimentação bloqueada, mas uma parcela bilionária continua fora do alcance dos mecanismos de congelamento.

Como os hackers conseguiram retirar US$ 6,3 bilhões

As primeiras informações divulgadas pela Binance apontavam para o possível comprometimento do computador de um funcionário. Com o avanço da investigação, a corretora identificou outros pontos de violação em seus sistemas.

De acordo com a empresa de análise de blockchain TRM Labs, os criminosos comprometeram a infraestrutura responsável por autorizar transações.

Esse mecanismo funciona como uma camada de segurança que valida a movimentação de criptomoedas. Ao obter controle sobre ele, os invasores conseguiram emitir instruções para retirar recursos das carteiras afetadas.

Os registros das operações indicam que a maior parte do desvio ocorreu em aproximadamente 20 minutos, a partir do fim da tarde de quinta-feira, pelo horário de Brasília.

Após a retirada dos valores, os responsáveis começaram a transferir os ativos para dificultar o rastreamento e impedir que fossem bloqueados.

Cerca de metade dos ativos roubados foi congelada

Uma das principais medidas adotadas após o ataque foi o bloqueio de criptomoedas conhecidas como stablecoins, ativos digitais cujo valor costuma acompanhar moedas tradicionais, como o dólar.

Empresas emissoras dessas moedas, entre elas Tether e Circle, conseguiram congelar parte dos recursos desviados.

Outras instituições do setor também participaram das ações de bloqueio, que atingiram aproximadamente metade dos US$ 6,3 bilhões roubados.

O congelamento, entretanto, não significa que os valores já tenham sido recuperados pela Binance. A medida impede ou restringe a movimentação de determinados ativos enquanto prosseguem as investigações.

O desafio é maior no caso de criptomoedas como bitcoin e ether, que não possuem uma empresa emissora capaz de bloquear diretamente as unidades em circulação.

Segundo estimativa da TRM Labs, cerca de US$ 2,4 bilhões em bitcoin e ether permanecem fora do alcance imediato desses mecanismos.

Investigadores suspeitam de ligação com a Coreia do Norte

Empresas especializadas em segurança de blockchain identificaram semelhanças entre o ataque à Binance e operações anteriores atribuídas a grupos de hackers norte-coreanos.

A TRM Labs apontou características semelhantes às observadas no roubo contra a corretora Bybit, ocorrido em 2025 e atribuído pelo FBI a criminosos ligados à Coreia do Norte.

Apesar das suspeitas, a autoria do ataque à Binance ainda não foi oficialmente confirmada.

A própria corretora informou que sua investigação não havia identificado definitivamente os responsáveis.

Binance promete cobrir perdas dos usuários

Após o ataque, a Binance afirmou que pretende cobrir os prejuízos utilizando recursos próprios e seu fundo de proteção aos clientes.

A corretora mantém uma reserva de emergência conhecida como SAFU, destinada a situações de segurança que possam afetar os ativos mantidos na plataforma.

O fundo possui aproximadamente US$ 1 bilhão em bitcoin, valor inferior ao total desviado. Por isso, a empresa informou que também utilizará recursos próprios para compensar as perdas.

No Brasil, a operação local da Binance declarou nesta sexta-feira (30) que os fundos dos clientes permanecem seguros.

A empresa informou, porém, que os saques de ativos virtuais foram temporariamente suspensos para a realização de verificações adicionais de segurança. Segundo a representante brasileira, os demais serviços continuavam funcionando normalmente.

Ataque provoca preocupação no mercado de criptomoedas

O roubo também repercutiu no mercado financeiro, com quedas nas cotações de importantes criptomoedas após a divulgação do incidente.

O episódio reacendeu discussões sobre a segurança das corretoras que mantêm ativos digitais em nome de seus clientes.

As investigações continuam para identificar os responsáveis, rastrear os valores desviados e determinar como os invasores conseguiram comprometer os sistemas de autorização de transações.

Até o momento, não há confirmação de recuperação integral dos recursos roubados.

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