TCE-RO investiga uso de recursos públicos em asfalto de estacionamento de igreja em Porto Velho; obra ocorreu em julho de 2025

rondoniadireto
2 Leitura mínima
Foto: Reprodução

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) abriu investigação para apurar a utilização irregular de máquinas, materiais e servidores públicos no asfaltamento do estacionamento do Grande Templo da Igreja Assembleia de Deus, localizado no bairro Tiradentes, zona Leste de Porto Velho. A intervenção foi realizada em julho de 2025 na área externa do templo, que possui capacidade para abrigar aproximadamente 7 mil pessoas.

De acordo com o levantamento técnico do tribunal, o prejuízo estimado aos cofres públicos supera a marca de R$ 259 mil. Do montante total apurado, a Sociedade Evangélica Beneficente (SEB), entidade ligada à igreja, celebrou um acordo com o Ministério Público e já efetuou a devolução de R$ 3 mil, restando ainda R$ 6,3 mil a serem ressarcidos por essa parte.

Receba notícias com urgência,
acompanhe o Rondônia Direto nas nossas redes sociais.

O maior impacto financeiro apontado pela auditoria recae sobre a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra). Os técnicos do TCE-RO identificaram que a pasta municipal utilizou de forma indevida insumos de pavimentação, caminhões basculantes e rolos compactadores pertencentes à prefeitura na obra particular, gerando um custo estimado em R$ 250,2 mil.

Além do município, o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER-RO) também entrou na mira das investigações. Segundo o órgão fiscalizador, maquinário e funcionários do governo estadual foram emprestados para realizar o transporte e a aplicação da massa asfáltica, resultando em um gasto avaliado em R$ 9,3 mil.

O processo de fiscalização encontra-se na fase de análise das defesas apresentadas pelos envolvidos. Com a conclusão desta etapa, o plenário do TCE-RO deverá proferir a decisão definitiva sobre a ocorrência de irregularidades administrativas e definir se os responsáveis serão penalizados com a obrigação de restituir integralmente os valores aos cofres públicos.

Compartilhe este artigo