Homem que atirou na cabeça de jovem de 19 anos é condenado a 14 anos de prisão em Vilhena

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Foto: Reprodução

Gabriel Henrique Barbosa Soares foi condenado a 14 anos de prisão por tentar matar uma jovem que tinha 19 anos à época do crime, em Vilhena (RO). O julgamento pelo Tribunal do Júri aconteceu nesta segunda-feira (14), no Fórum Desembargador Leal Fagundes.

O crime ocorreu em 2025, no bairro Solar de Vilhena. A vítima foi atingida por disparos no braço e na cabeça, mas conseguiu sobreviver, pedir ajuda e ser levada ao Hospital Regional de Vilhena.

Disputa por território para venda de drogas motivou crime

Um dos principais detalhes revelados durante o julgamento foi a motivação do ataque.

De acordo com a ata do júri consultada pela reportagem do Folha do Sul Online, a tentativa de homicídio duplamente qualificada ocorreu em meio a uma disputa por espaço territorial para distribuição e comercialização de drogas em Vilhena.

Na época do crime, a jovem havia relatado que o homem, então conhecido por ela como “Gabrielzinho”, teria tentado matá-la aparentemente sem motivo conhecido por ela.

O julgamento, portanto, trouxe um elemento que não havia sido esclarecido publicamente nas primeiras informações sobre o caso.

Réu teria ficado indignado ao descobrir que jovem sobreviveu

Outro detalhe apresentado durante o júri foi o comportamento atribuído a Gabriel após o crime.

Segundo informações registradas no julgamento, quando foi ouvido pelos policiais que atenderam a ocorrência, o acusado teria demonstrado indignação ao saber que a jovem havia sobrevivido, apesar de ter sido atingida por um tiro na cabeça.

Os jurados reconheceram a responsabilidade do réu, e a pena foi estabelecida pela Justiça em 14 anos de prisão.

Justiça mantém condenado preso

Gabriel já estava preso em razão do processo e não recebeu o direito de recorrer da condenação em liberdade.

Na decisão, a juíza Liliane Pegoraro Bilharva, que presidiu o julgamento, considerou que a soltura poderia representar risco à ordem pública e à aplicação da lei penal.

Com isso, o condenado permanece preso enquanto eventual recurso é analisado.

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