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Laudo conclui que estudante acusada de matar vizinho com carro em Porto Velho entendia caráter ilícito do ato

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Vítima Odair Brustolin, de 68 anos, o momento da invasão da casa e atropelamento e Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos. — Foto: Arquivo pessoal e print da tela

Um laudo psiquiátrico realizado em Vitória Caroline Marangoni Schneider, estudante acusada de matar o vizinho Odair Brustolin, de 68 anos, concluiu que ela possuía capacidade de compreender o caráter ilícito do ato no momento dos fatos. O caso tramita na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho.

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A perícia também apontou que Vitória reconhecia, ainda que de maneira parcial e fragmentada, a gravidade de sua conduta e as possíveis consequências.

A avaliação foi realizada depois de um pedido apresentado pela defesa da acusada, que solicitou a análise de seu estado de saúde mental no momento do episódio. O exame havia sido autorizado pela Justiça durante a audiência de custódia realizada após a prisão.

A conclusão do laudo foi homologada pela Justiça e deverá integrar a análise da ação penal que apura a morte de Odair.

Vitória foi denunciada pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) por homicídio qualificado. A acusação ainda será submetida às etapas previstas no processo criminal, e a estudante deve ser tratada como acusada enquanto não houver condenação definitiva.

Laudo avaliou capacidade de compreensão da acusada

A perícia tinha como objetivo verificar as condições de saúde mental de Vitória e sua capacidade de compreender o caráter ilícito de sua conduta na ocasião dos fatos.

Segundo a conclusão divulgada, os peritos entenderam que a estudante tinha capacidade de compreender que sua conduta era ilegal. O documento também registra que ela possuía percepção, ainda que parcial e fragmentada, sobre a gravidade do comportamento e suas consequências.

O resultado foi juntado ao processo relacionado ao homicídio.

De acordo com outra publicação sobre o caso, a conclusão foi homologada pelo juiz Bruno Magalhães Ribeiro dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho, e foi determinada a anexação do laudo e da decisão ao processo principal.

Caso aconteceu em Porto Velho

Segundo a denúncia do Ministério Público reproduzida na cobertura do caso, os acontecimentos começaram depois que Vitória bateu o próprio veículo no portão do condomínio onde morava e passou a discutir com moradores.

Odair, que era vizinho, teria passado pelo local e reagido à situação. A partir desse momento, conforme a versão apresentada pela acusação, teve início um desentendimento entre os envolvidos.

O MP-RO sustenta que Vitória posteriormente teria xingado Odair, tentado entrar na residência e arremessado garrafas de vidro contra o imóvel. A denúncia afirma ainda que ela deixou o local dizendo que retornaria.

Minutos depois, segundo a acusação, Vitória retornou dirigindo um veículo e teria feito ameaças contra o idoso.

Ainda conforme a denúncia, familiares tentaram acalmar a situação. Na sequência, a motorista teria entrado no veículo, tomado distância e avançado em direção ao imóvel.

O carro rompeu o portão da residência e atingiu Odair, que foi prensado contra uma estrutura da área externa da casa.

Estudante responde por homicídio qualificado

Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos. — Foto: Arquivo pessoal

Após os fatos, Vitória deixou o local e foi presa posteriormente pela Polícia Militar.

O Ministério Público de Rondônia denunciou a estudante por homicídio qualificado e considerou, na acusação, que a conduta atribuída a ela teria sido desproporcional em relação ao episódio que antecedeu o conflito.

Vitória permanece presa enquanto responde ao processo.

A conclusão do exame psiquiátrico representa uma nova etapa da ação penal, mas não corresponde a uma condenação pelo homicídio. Caberá à Justiça analisar o conjunto das provas e decidir sobre o prosseguimento do processo conforme as regras aplicáveis ao Tribunal do Júri.

A reportagem que divulgou a conclusão informou ter procurado a defesa de Vitória Caroline, mas não havia recebido manifestação até sua última atualização.

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