Uma operação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar de Rondônia, por meio do 10º Batalhão da PM, resultou na prisão de dois homens investigados por possível envolvimento em um episódio relacionado ao chamado “tribunal do crime”. A ação foi realizada na manhã desta quinta-feira (27), nos municípios de Santa Luzia do Oeste e Nova Brasilândia do Oeste, na Zona da Mata de Rondônia.
Os presos foram identificados como Thiago Alves de Jesus, conhecido como “Pode Crer” ou “Obama”, e Fabiano Fabem Lopes Mendes, conhecido como “Escobar”. Um terceiro investigado, Roberto Maciel de Jesus, conhecido como “Coringa”, é apontado como outro alvo da operação e permanecia foragido até a última atualização das informações.
As prisões são preventivas e não representam condenação. A investigação continua para individualizar a possível participação de cada investigado nos fatos apurados.
Investigação apura ataque ocorrido em maio
Entre os fatos investigados está uma ocorrência registrada na noite de 27 de maio de 2026, contra um homem, cujo nome não vamos divulgar.
Conforme informações constantes da decisão judicial mencionada na reportagem de origem, a vítima teria sido atraída para um local previamente indicado e, ao chegar, teria sido abordada por aproximadamente cinco ou seis pessoas.
Segundo a investigação, a vítima teria sido levado para um barraco, onde sofreu agressões físicas.
Durante uma tentativa de fuga, ainda de acordo com a apuração policial, foram efetuados disparos de arma de fogo e o homem acabou sendo atingido.
Posteriormente, a motocicleta utilizada pela vítima foi encontrada incendiada em uma área rural de Rolim de Moura.
O episódio havia sido inicialmente noticiado como uma ocorrência envolvendo tentativa de latrocínio, agressões e roubo da motocicleta. Com o avanço das investigações, a polícia passou a apurar a possível ligação do caso com o chamado “tribunal do crime”.
Justiça decretou prisões preventivas
No decorrer da investigação, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva dos investigados.
Após manifestação favorável do Ministério Público, a Justiça determinou as prisões dos investigados apontados no inquérito. Também foram autorizadas medidas de busca e apreensão em dois endereços relacionados à apuração.
A operação realizada nesta quinta-feira cumpriu parte dessas determinações, resultando nas duas prisões.
A condição de investigados deve ser preservada durante a tramitação do caso, uma vez que não há condenação definitiva e a responsabilidade individual de cada envolvido ainda deverá ser estabelecida no curso da investigação e de eventual processo criminal.
Polícia apura possível “tribunal do crime”
De acordo com a explicação apresentada pela polícia, a expressão “tribunal do crime” é utilizada para descrever julgamentos e punições clandestinos promovidos por integrantes de organizações criminosas contra pessoas acusadas de desrespeitar regras impostas pelo próprio grupo.
A investigação busca esclarecer se o ataque ocorrido em maio teve relação com esse tipo de prática e qual teria sido a participação de cada um dos suspeitos.
As autoridades também continuam reunindo elementos para esclarecer completamente a dinâmica do episódio.
Terceiro investigado permanece foragido
Além dos dois presos, Roberto Maciel de Jesus, conhecido como “Coringa”, também é apontado como alvo da operação e ainda não havia sido localizado até a divulgação das informações.
A polícia solicita a colaboração da população para localizar o investigado.
Informações que possam contribuir para sua localização podem ser repassadas, inclusive de forma anônima, pelo 190, da Polícia Militar, ou 197, da Polícia Civil.
As investigações continuam para esclarecer a participação individual dos envolvidos e reunir novos elementos sobre o episódio.





