A Polícia Civil de Rondônia prendeu, nesta terça-feira (1º), quatro pessoas investigadas por envolvimento na morte do cirurgião-dentista Clei Bagattini, assassinado em julho de 2024, dentro do próprio consultório em Vilhena. As prisões ocorreram durante a Operação Radix, realizada simultaneamente em Vilhena e Cacoal.
Os alvos da nova fase da investigação são dois homens e duas mulheres. Dois investigados foram presos em Vilhena e outros dois em Cacoal. A Justiça da Comarca de Vilhena expediu quatro mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Vida de Vilhena e teve participação de policiais do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil de Rondônia, que auxiliaram principalmente na localização dos investigados.
Investigação busca outros envolvidos no crime
Segundo a Polícia Civil, os quatro presos são investigados por possível participação em homicídio qualificado, além de integração de organização criminosa armada e tentativa de embaraçar as investigações. A condição deles, neste momento, é de investigados; as prisões preventivas não representam condenação.
A denominação “Radix” vem do latim e significa “raiz”. Segundo informações divulgadas sobre a operação, o nome faz referência ao objetivo de aprofundar a investigação para identificar a estrutura envolvida no crime, além de quem participou diretamente da execução.
Dentista foi morto dentro do consultório
Clei Bagattini tinha 50 anos e foi morto a tiros dentro do próprio consultório, em Vilhena, em julho de 2024. Conforme as investigações, o autor dos disparos teria se passado por paciente para conseguir acesso à vítima e cometer o crime.
O caso já havia resultado na condenação de duas pessoas. Raqueline Leme Machado e Maikon Sega Araújo, namorado dela, foram condenados em abril de 2026 pelo envolvimento no assassinato.
Outro envolvido, Maicon Raimundo, apontado na investigação como autor dos disparos, não chegou a ser julgado porque morreu durante uma troca de tiros com a polícia.
Novas prisões ampliam investigação
A Operação Radix representa uma nova etapa do caso, mais de dois anos depois do assassinato.
Além das quatro prisões preventivas, policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão. Materiais recolhidos durante as diligências deverão ser submetidos à perícia para auxiliar na continuidade das investigações.
O inquérito continua para esclarecer a participação atribuída a cada um dos novos investigados e identificar outros possíveis envolvidos.
Fonte: G1 Rondônia, com informações da Polícia Civil de Rondônia




