A trajetória eleitoral de Hildon Chaves na disputa pela Prefeitura de Porto Velho em 2016 voltou a ser lembrada no cenário político de Rondônia. Naquele ano, o então estreante começou a campanha distante dos primeiros colocados nas pesquisas, cresceu durante a corrida eleitoral, chegou ao segundo turno e acabou eleito prefeito da capital.
Em pesquisa Ibope realizada entre 20 e 23 de agosto de 2016, Hildon aparecia com apenas 3% das intenções de voto, enquanto Roberto Sobrinho registrava 22%. A distância entre os dois naquele momento era de 19 pontos percentuais.
Pouco mais de um mês depois, outro levantamento mostrava crescimento, mas Hildon continuava distante da liderança. Na pesquisa realizada entre 26 e 29 de setembro, ele aparecia com 8%, enquanto Léo Moraes tinha 24%, uma diferença de 16 pontos percentuais.
Resultado das urnas contrariou cenário das pesquisas
A distância registrada nos levantamentos diminuiu na reta final da campanha.
No primeiro turno, Hildon terminou na liderança com 27,2% dos votos, enquanto Léo Moraes alcançou 26,12%. A diferença foi de 1,08 ponto percentual, garantindo aos dois candidatos uma vaga no segundo turno.
O resultado representou uma mudança significativa em relação ao levantamento realizado poucos dias antes, quando Hildon ainda aparecia 16 pontos atrás de Léo.
Hildon avançou para a etapa seguinte da disputa e terminou eleito prefeito de Porto Velho.
O episódio de 2016 passou a ser utilizado como exemplo de uma eleição em que o cenário apresentado pelas pesquisas durante a campanha sofreu alterações importantes até a votação.
Reeleição em 2020 ocorreu em cenário diferente
Quatro anos depois, Hildon disputou a reeleição em condições distintas. Já conhecido pelo eleitorado após um mandato à frente da Prefeitura de Porto Velho, entrou na disputa de 2020 com desempenho mais consolidado.
No primeiro turno daquela eleição, recebeu 34,01% dos votos válidos, enquanto Cristiane Lopes ficou com 14,32%, diferença de 19,69 pontos percentuais.
Na última pesquisa Ibope antes do segundo turno, Hildon aparecia com 51%, contra 34% de Cristiane Lopes, mantendo vantagem de 17 pontos. Ele posteriormente venceu a disputa e conquistou o segundo mandato.
Histórico de 2016 volta a ganhar espaço no cenário político
A lembrança daquela primeira campanha ganha espaço novamente em meio às discussões eleitorais de 2026.
O histórico demonstra que o desempenho de uma candidatura pode sofrer alterações significativas durante o período eleitoral. Pesquisas registram a intenção de voto dos entrevistados dentro de determinado período e seguindo metodologia específica, mas não representam antecipadamente o resultado das urnas.
No caso de Hildon, a eleição de 2016 mostrou uma mudança expressiva: ele passou de 3% em um levantamento realizado em agosto para a liderança no primeiro turno e, posteriormente, para a vitória na eleição municipal de Porto Velho.
Isso não significa, contudo, que o comportamento observado em 2016 necessariamente se repetirá em outra eleição. Cenário político, adversários, grau de conhecimento dos candidatos, estratégias de campanha e contexto eleitoral são diferentes em cada disputa.




