A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, a Operação Pharmakon, destinada a investigar possíveis fraudes em procedimentos licitatórios e na execução de contratos administrativos para aquisição de medicamentos por um município de Rondônia. A ação alcançou São Miguel do Guaporé, Novo Horizonte do Oeste, Cacoal e Rolim de Moura.
Segundo a PF, as investigações identificaram indícios de restrição ao caráter competitivo das licitações, além de possíveis fraudes nos processos de contratação e durante a execução dos contratos. A apuração também aponta para a existência de valores superiores aos praticados no mercado.
São Miguel teve cinco mandados cumpridos
Ao todo, a Justiça Federal autorizou 19 mandados de busca e apreensão. A maior quantidade foi cumprida em Novo Horizonte do Oeste. A distribuição informada oficialmente pela Polícia Federal foi a seguinte: 12 mandados em Novo Horizonte do Oeste, cinco em São Miguel do Guaporé, um em Cacoal e um em Rolim de Moura.
As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Ji-Paraná.
O material divulgado pela PF não identifica os investigados nem detalha quais empresas ou agentes públicos são alvos da apuração. Também não informa, nesta fase, o valor total dos contratos sob investigação. Por isso, esses dados não podem ser atribuídos a pessoas ou empresas específicas sem novas informações oficiais.
Documentos e aparelhos eletrônicos são apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, agentes federais apreenderam documentos e aparelhos eletrônicos considerados de interesse para a investigação. O material deverá ser analisado no decorrer do inquérito.
Os policiais também encontraram armas de fogo e munições durante as diligências.
Um homem que estava em posse do armamento foi preso em flagrante, porque, segundo a Polícia Federal, não possuía registro. A PF não divulgou a identidade dele nem informou em qual dos quatro municípios ocorreu a prisão.
Investigação continua
De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder, conforme a responsabilidade individual eventualmente demonstrada durante a apuração, pelos crimes de associação criminosa, peculato e fraude em licitação ou contrato.
A Operação Pharmakon permanece em andamento e as responsabilidades ainda estão sendo apuradas. O cumprimento de mandados de busca e apreensão não representa, por si só, condenação dos investigados.


