Xadrez Político em Rondônia: A acirrada disputa pelas duas vagas ao Senado nas Eleições 2026

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Foto: Reprodução / Rondônia Direto

O cenário político de Rondônia para as de outubro de 2026 entra em sua fase mais decisiva com a realização das convenções partidárias, período que segue aberto até o dia 5 de agosto. Com a definição de federações e partidos, o tabuleiro eleitoral ganha contornos claros, tendo como grande destaque a disputa pelas duas vagas ao Senado Federal.

Sem municipais no horizonte — após o pleito de 2024 que definiu prefeitos e vereadores —, todas as atenções do eleitorado e dos grandes líderes regionais se voltam para a corrida ao Congresso Nacional e ao Palácio Rio Madeira. A renovação de duas das três cadeiras rondonienses no Senado movimenta articulações complexas, reunindo nomes de peso da política estadual.

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Os principais nomes na corrida ao Senado

A disputa promete ser uma das mais competitivas da história recente do estado, polarizada por figuras de forte expressão regional:

  • Confúcio Moura (MDB): Atual senador e presidente estadual do MDB, o médico e ex-governador por dois mandatos busca a reeleição para manter sua invencibilidade em urnas. Mesmo com articulações cruzadas e convites de outras siglas, Confúcio consolida seu nome para mais um pleito nacional, representando o arco de centro-esquerda.
  • Sílvia Cristina (PP): A deputada federal e presidente regional do Progressistas aposta em seu forte trabalho focado na saúde pública e na luta contra o câncer para conquistar o eleitorado e garantir uma das cadeiras senatoriais. Analistas apontam que a ex-vereadora de possui forte capilaridade tanto na capital quanto no interior.
  • Fernando Máximo (PL): Deputado federal mais votado em 2022 com mais de 85 mil votos, o médico e ex-secretário de Estado da Saúde migrou para o PL com o apoio do senador Marcos Rogério. Sua candidatura surge também como um teste de força após os desdobramentos políticos decorrentes das eleições municipais de Porto Velho em 2024.
  • Mariana Carvalho (Republicanos): Com forte base familiar na política rondoniense e passagem pela Câmara Federal e de Vereadores de Porto Velho, a médica aposta em sua consolidação no cenário estadual para tentar novamente uma vaga no Senado, após a disputa de 2022.
  • Bruno Scheidt (PL): O pecuarista de Ji-Paraná corre por fora alinhando seu nome à imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apostando na forte inclinação de centro-direita do eleitorado rondoniense, Scheidt tenta capitalizar votos em meio à divisão de concorrentes desse mesmo espectro ideológico.
  • Acir Gurgacz (PDT): Mesmo enfrentando barreiras de inelegibilidade, o ex-senador e empresário teve seu nome lançado na convenção do PDT. A estratégia do grupo aposta em reverter a situação judicial na Justiça Eleitoral antes do pleito para viabilizar sua candidatura.

O panorama e o futuro do parlamento

Atualmente, a bancada de Rondônia no Senado é composta por dois representantes de centro-direita (Marcos Rogério e Jaime Bagattoli, ambos do PL) e um de centro-esquerda (Confúcio Moura, do MDB).

Com o início da campanha oficial nas ruas e na internet marcado para o dia 16 de agosto — e a posterior chegada do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV —, a corrida pelas duas vagas ao Senado monopolizará o debate político estadual. A grande incógnita permanece: se o eleitorado optará pela continuidade com Confúcio e renovará a outra cadeira com nomes como Sílvia Cristina, Fernando Máximo, Mariana Carvalho, Bruno Scheidt, ou se haverá surpresas com a viabilização de candidaturas alternativas.

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