Dois aparelhos foram recolhidos durante busca realizada na residência do senador em Salvador; diligência integra investigação relacionada ao caso Master
O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, se recusou a fornecer à Polícia Federal as senhas de dois celulares apreendidos durante uma busca realizada em sua residência, em Salvador, segundo relatório da corporação.
A diligência ocorreu em 18 de junho, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os documentos relacionados à investigação foram tornados públicos nesta sexta-feira (11), após a ampliação da retirada de sigilo de processos ligados ao caso Master. A medida atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo o relatório da PF, durante o cumprimento da busca foram recolhidos um celular Samsung preto e outro aparelho branco. O documento registra que o investigado não forneceu as senhas dos dispositivos.
Busca faz parte da Operação Compliance Zero
A diligência foi realizada no âmbito da 9ª fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros relacionadas ao Banco Master e ao ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro.
A informação sobre a recusa de Wagner consta do relatório policial e veio a público com a retirada de parte do sigilo dos documentos. A recusa em fornecer senhas, por si só, não representa condenação nem comprovação dos crimes investigados.
A divulgação dos documentos relacionados ao caso Master ocorre em meio a novos desdobramentos envolvendo o STF, a Polícia Federal e a PGR.




