Trump anuncia proibição de CNN, MS NOW e Politico na Casa Branca; alegação é de Fake News

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Presidente dos EUA, Donald Trump • REUTERS/Ken Cedeno

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira (18) a proibição do acesso de jornalistas da CNN, MS NOW e Politico à Casa Branca. A medida, inicialmente divulgada pelo presidente em uma publicação na Truth Social, foi colocada em prática no sábado (19), quando profissionais dos três veículos tiveram a entrada negada e suas credenciais recolhidas.

Trump justificou a decisão acusando as organizações de divulgarem informações falsas sobre seu governo, mas não indicou uma reportagem específica como motivo para a restrição. Questionado posteriormente, afirmou que a decisão estava relacionada ao conjunto da cobertura realizada pelos veículos. O presidente também sinalizou que outras empresas de comunicação poderiam ser alvo de medidas semelhantes.

No sábado, a repórter Betsy Klein, da CNN, Akayla Gardner, da MS NOW, e Cheyenne Haslett, do Politico tentaram entrar nas dependências da Casa Branca, mas foram impedidas. Os veículos informaram que as credenciais utilizadas pelas jornalistas foram desativadas ou confiscadas.

A CNN declarou que continuará cobrindo o governo e classificou a restrição como incompatível com as garantias constitucionais de liberdade de imprensa. MS NOW e Politico também contestaram a medida. A Associação de Correspondentes da Casa Branca pediu que o acesso dos profissionais fosse restabelecido.

Nesta segunda-feira (21), os três veículos anunciaram uma ação judicial contra o governo Trump. O processo foi apresentado no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Columbia e busca restabelecer o acesso dos jornalistas à Casa Branca. As empresas sustentam que a retirada das credenciais por causa da cobertura jornalística viola direitos protegidos pela Primeira Emenda da Constituição americana.

Trump voltou a defender a decisão nesta segunda-feira e reiterou as acusações contra os veículos, sem apresentar evidências para a alegação de que representariam uma ameaça à segurança nacional. A Casa Branca não havia respondido ao pedido de posicionamento da Reuters sobre a ação judicial até a publicação da reportagem da agência.

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