A candidata a deputada federal Dra. Vera Paixão criticou a falta de planejamento para garantir o funcionamento do Centro de Castração Municipal de Vilhena e defendeu que obras públicas sejam acompanhadas de previsão de custeio, servidores e estrutura necessária para manter os serviços disponíveis à população.
A manifestação ocorre após tutores e resgatadores de cães e gatos cobrarem o funcionamento da unidade. Uma mobilização foi convocada no fim de agosto em frente ao Centro de Castração para reivindicar o início dos atendimentos.
No material encaminhado ao Rondônia Direto, Vera afirma que investimentos em novas estruturas são necessários, mas sustenta que o planejamento do poder público não pode terminar com a conclusão ou inauguração de uma obra.
A candidata responsabilizou a administração municipal pela situação da unidade e afirmou que faltaram medidas para garantir o funcionamento do serviço.
“O recurso do deputado cumpriu seu papel de erguer a estrutura, mas a Prefeitura falhou em todo o resto. Em Vilhena, a gestão municipal simplesmente cruzou os braços: não planejou o custeio, não previu quadro de servidores e não estruturou o serviço. De nada adianta o deputado enviar recursos se o Poder Executivo não faz o básico do seu dever de casa, transformando um investimento público em um prédio fantasma”, declarou.
Candidata defende planejamento antes das obras
Vera argumenta que projetos públicos precisam prever, antes mesmo da execução, como os serviços serão mantidos depois que a estrutura física estiver pronta.
“Antes de iniciar uma obra, é preciso pensar: como esse serviço será mantido? Haverá recursos próprios? Será possível estabelecer parcerias? Qual será a estrutura necessária para garantir o atendimento? Um projeto público precisa ser viável do começo ao funcionamento permanente”, afirmou.
A candidata também defendeu a busca por investimentos estaduais e federais para auxiliar os municípios, desde que os recursos estejam vinculados a projetos com condições efetivas de continuidade.
“O papel de uma deputada federal é também buscar investimentos para a região e ajudar os municípios a viabilizar projetos importantes. Mas os recursos precisam encontrar projetos bem planejados, para que cada investimento se transforme em atendimento e serviço para a população”, disse.
Prefeitura apresentou versão sobre a unidade
A crítica da candidata representa seu posicionamento político sobre o caso. Há, porém, manifestação anterior da Prefeitura de Vilhena sobre a situação do Centro de Castração.
Em nota divulgada anteriormente, a administração municipal informou que a unidade foi entregue pela construtora ao município em 24 de julho de 2025 e que, posteriormente, foram iniciados procedimentos para destinação de recursos e elaboração de Termo de Referência para contratação de uma Organização Social (OS) responsável pela gestão do espaço.
Segundo a versão apresentada pela Prefeitura, a organização vencedora da licitação deverá oferecer castrações, procedimentos cirúrgicos, pós-operatório imediato e outros atendimentos. A administração também informou a previsão de implantação de um serviço público veterinário de emergência denominado “Samucão”.
A situação voltou ao debate público no fim de agosto, quando uma manifestação foi convocada para cobrar o início dos atendimentos no Centro de Castração. Segundo os organizadores do ato, a reivindicação era para que a estrutura já existente passasse efetivamente a atender os animais.
O posicionamento de Vera Paixão divulgado nesta semana usa o caso da unidade para defender que investimentos públicos sejam planejados não apenas até a conclusão das obras, mas também considerando os custos e a estrutura necessários para manter os serviços em funcionamento.



