Laysa Cristine Neris da Silva Bonfim, de 23 anos, foi encontrada morta dentro de uma residência no Jardim Varan, em Suzano, na Grande São Paulo, na noite de segunda-feira (21). O ex-companheiro dela, de 29 anos, é apontado como suspeito e estava sendo procurado pela polícia até a atualização mais recente.
A família chegou ao imóvel após perder contato com Laysa e receber informações de uma amiga da jovem. Segundo relatos registrados no boletim de ocorrência, o ex-companheiro teria enviado uma mensagem afirmando que Laysa estava morta e atribuindo a si a morte dela.
Família encontrou Laysa dentro da casa
Quando a mãe e o padrasto chegaram ao endereço, encontraram a porta da frente trancada por dentro com uma corrente. O padrasto arrombou a entrada e localizou Laysa caída na sala.
A Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados. A equipe médica constatou a morte no local.
De acordo com o boletim de ocorrência, a jovem apresentava um ferimento na cabeça e havia sangue no chão. Um celular encontrado sobre o corpo foi apreendido para análise.
Mãe relatou ameaça anterior
A mãe contou à polícia que havia conversado pela última vez com a filha no sábado (19), por mensagens. Depois disso, não conseguiu mais contato com Laysa.
Em depoimento, ela também afirmou que não sabia que a filha estava morando naquele endereço com o ex-companheiro e que posteriormente tomou conhecimento de que ele já teria ameaçado a jovem. A informação sobre a ameaça integra o relato prestado à polícia e segue sob investigação.
A perícia esteve no imóvel e foram solicitados exames necroscópico e toxicológico para auxiliar na determinação da causa da morte e no esclarecimento da dinâmica do crime.
Caso é investigado como feminicídio
A ocorrência foi registrada na Delegacia Central de Suzano como feminicídio. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, diligências estavam em andamento para localizar o ex-companheiro.
A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da morte. Embora o homem seja apontado como suspeito, a responsabilidade criminal dependerá da conclusão da investigação e das demais etapas do processo.


