Rondônia receberá R$ 753,2 milhões em investimentos na infraestrutura de transmissão de energia elétrica, após a realização de um leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), nesta sexta-feira (30 de outubro), na sede da B3, em São Paulo.
O empreendimento, previsto para a Subestação Coletora Porto Velho, tem estimativa de gerar 2.151 empregos diretos e indiretos durante sua implantação. O projeto busca ampliar a estabilidade e a capacidade de resposta do sistema de transmissão que atende Rondônia e o Acre.
A empresa Celeo venceu a disputa pelo lote 8, que contempla as instalações no estado, ao apresentar uma proposta de R$ 66.664.542 em Receita Anual Permitida (RAP), valor 48,02% inferior ao limite estabelecido pela Aneel.
A Receita Anual Permitida é a remuneração recebida pelas concessionárias pela prestação do serviço público de transmissão de energia elétrica.
Obras em Porto Velho devem reforçar sistema que atende dois estados
O projeto de Rondônia integra um conjunto de empreendimentos destinados à modernização e à ampliação da rede de transmissão de energia do país.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, as intervenções previstas na Subestação Coletora Porto Velho têm como finalidade aumentar a estabilidade e a resiliência do sistema elétrico que atende Rondônia e Acre.
Na prática, o objetivo é tornar a infraestrutura de transmissão mais preparada para manter o atendimento diante de falhas e outras situações que possam comprometer a operação da rede.
O investimento de R$ 753,2 milhões também representa uma oportunidade de movimentação econômica durante a execução das obras, especialmente pela demanda por trabalhadores e serviços relacionados à implantação do empreendimento.
A estimativa de 2.151 postos de trabalho inclui empregos diretos e indiretos. Não foi informado quantas dessas vagas serão destinadas a profissionais residentes em Rondônia.
Celeo vence disputa pelo empreendimento de Rondônia
A Celeo apresentou a proposta vencedora para o lote 8, oferecendo uma Receita Anual Permitida de R$ 66,6 milhões.
O deságio de 48,02% significa que a remuneração anual ofertada pela empresa ficou abaixo do teto definido pela agência reguladora para a concessão.
Esse valor não corresponde ao investimento total na obra. O montante previsto para a implantação do empreendimento é de R$ 753,2 milhões.
Conforme as regras gerais do leilão, os contratos de concessão terão duração de 30 anos, enquanto os prazos de conclusão dos projetos variam de 42 a 60 meses, contados a partir da assinatura dos contratos.
O prazo específico para a entrega das instalações de Rondônia não foi detalhado nas informações divulgadas.
Leilão nacional prevê R$ 8,9 bilhões em investimentos
O empreendimento de Porto Velho faz parte do último leilão de transmissão de energia realizado pela Aneel em 2026.
Ao todo, foram negociados oito lotes de projetos distribuídos por sete estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo.
O certame prevê R$ 8,9 bilhões em investimentos e a criação estimada de mais de 20,3 mil empregos diretos e indiretos.
Os projetos incluem 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão e seccionamentos, além de intervenções relacionadas a 483 quilômetros de linhas existentes e ampliação de 12.694 megavolt-amperes (MVA) em capacidade de transformação.
A Celeo também venceu o lote 4, que contempla instalações no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em Goiás.
Os demais empreendimentos foram arrematados pelas empresas Cymi, Neoenergia, Cox Brasil e EDP.
Investimentos em transmissão somam quase R$ 70 bilhões desde 2023
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, os leilões de transmissão realizados entre 2023 e 2026 mobilizaram R$ 69,64 bilhões em investimentos estimados.
Quando corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o montante chega a R$ 77,54 bilhões.
Para Rondônia, o resultado do leilão representa a previsão de novos investimentos em uma estrutura considerada estratégica para o transporte de energia elétrica e a integração do sistema que abastece também o Acre.
Fonte: Agência Brasil, com informações da Aneel e do Ministério de Minas e Energia.





