PublicidadePublicidade

Pressão sobre Moraes cresce e setores políticos discutem renúncia como saída para crise no STF

rondoniadireto
4 Leitura mínima
Foto: Getty Images

A divulgação de um relatório da Polícia Federal com trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou a pressão sobre o magistrado e abriu, nos bastidores políticos, discussões sobre uma eventual renúncia ao cargo como forma de encerrar a crise. A informação foi apresentada nesta quarta-feira (2) pela analista de política da CNN Brasil Clarissa Oliveira.

Segundo Clarissa, políticos ouvidos por ela desde terça-feira (1º) passaram a defender que uma decisão voluntária de Moraes de deixar o Supremo seria uma alternativa para evitar que a situação evoluísse para um eventual processo de impeachment no Senado.

A possibilidade, entretanto, é tratada como articulação e avaliação de setores políticos ouvidos pela CNN, e não como uma decisão tomada pelo ministro. Até a publicação da análise, não havia indicação apresentada pela reportagem de que Moraes tivesse decidido renunciar ao STF.

Renúncia seria alternativa a eventual impeachment

De acordo com a análise apresentada no Live CNN, esses interlocutores considerariam uma saída voluntária uma espécie de solução política para a crise.

Na avaliação das fontes ouvidas pela emissora, um eventual processo de impeachment poderia prolongar o impasse e levar o Congresso Nacional para o centro de uma crise institucional justamente em ano eleitoral.

Clarissa afirmou que as conversas mantidas por ela envolveram integrantes do ambiente político e que também existe preocupação entre pessoas ligadas a campanhas eleitorais, integrantes do Judiciário, juristas e advogados com a repercussão das acusações.

A própria analista ressaltou que não se deve antecipar qualquer condenação, ao mesmo tempo em que apontou que a repercussão do caso exerce pressão sobre o Supremo.

Retirada do sigilo ampliou repercussão do caso

A crise ganhou nova dimensão depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal que reúne as mensagens relacionadas ao caso envolvendo Vorcaro e Moraes.

Segundo a CNN, a publicidade dada ao documento aumentou a pressão não apenas sobre Moraes, mas também sobre o próprio STF.

O relatório também contém menções à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, segundo a publicação.

A repercussão ocorre em meio a discussões jurídicas sobre o próprio relatório. A CNN informa que o procurador-geral da República pediu sua nulidade, acrescentando uma nova frente à controvérsia.

Crise coloca STF sob pressão

O episódio passou a ocupar espaço central no noticiário político nacional nesta quarta-feira. Além das discussões sobre uma possível saída de Moraes, o presidente do STF, Edson Fachin, aparece no centro das articulações internas sobre como a Corte deverá lidar com o caso.

A CNN também noticia nesta quarta-feira que Fachin consulta ministros antes de tomar uma decisão relacionada à situação de Moraes e afirmou que analisará os fatos antes de anunciar eventuais medidas cabíveis.

Neste momento, portanto, não há renúncia anunciada por Alexandre de Moraes. O que existe, conforme a apuração da CNN, é uma discussão entre interlocutores políticos sobre a possibilidade de uma saída voluntária como alternativa para tentar reduzir a crise institucional.

PublicidadePublicidade
Publicidade
Publicidade
PublicidadePublicidade
Compartilhe este artigo