Uma motorista foi presa após uma colisão entre um Troller e uma motocicleta que resultou na morte de João Pedro de Oliveira Souza, de 21 anos, na madrugada desta sexta-feira (4), no bairro São João Bosco, região central de Porto Velho. A ocorrência foi registrada no cruzamento das ruas José Ribeiro Filho e Emil Gorayeb.
O motociclista sofreu ferimentos graves e recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros. Ele foi encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II, mas não resistiu. A identidade do jovem foi confirmada posteriormente.
Imagens de câmeras de segurança registraram a colisão e auxiliaram na identificação do veículo envolvido. Após o acidente, a condutora deixou o local e foi localizada pela Polícia Militar em sua residência.
Condutora relatou consumo de cerveja antes de dirigir
Conforme o registro da ocorrência, a motorista informou aos policiais que havia consumido quatro copos de cerveja antes de assumir a direção do Troller.
Durante a abordagem, os policiais registraram sinais de alteração da capacidade psicomotora, entre eles hálito alcoólico, olhos avermelhados, sonolência, dispersão, exaltação, fala excessiva e dificuldade de equilíbrio.
A condutora recusou realizar o teste do etilômetro. Diante dos sinais observados, os policiais elaboraram um auto de constatação.
A recusa ao bafômetro, isoladamente, não equivale a um resultado positivo do exame. No caso, porém, o relato sobre consumo de bebida alcoólica e os sinais observados pelos agentes foram registrados separadamente na ocorrência.
Motorista disse ter acelerado antes da colisão
Segundo informações do registro policial divulgadas por veículos locais, a motorista contou que havia saído da faculdade e depois se encontrado com amigos em um restaurante.
Ao retornar para casa, ela trafegava pela Rua José Ribeiro Filho. Em seu relato aos policiais, afirmou que, ao se aproximar do cruzamento com a Rua Emil Gorayeb, engatou a quarta marcha e acelerou. Na sequência ocorreu a colisão com a motocicleta.
A condutora também declarou que parou o Troller alguns metros depois do impacto e percebeu a movimentação de moradores, mas não permaneceu no local e seguiu até sua residência, onde posteriormente foi encontrada pela polícia.
Prisão em flagrante foi convertida em preventiva
Após a confirmação da morte do motociclista, a mulher recebeu voz de prisão e foi encaminhada ao Departamento de Flagrantes.
Em audiência de custódia realizada nesta sexta-feira, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, mantendo a investigada presa enquanto o caso prossegue.
A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação antecipada.
Polícia investiga circunstâncias do acidente
Inicialmente, a ocorrência foi registrada, em tese, como homicídio culposo na direção de veículo automotor e afastamento do local do acidente para fugir de eventual responsabilidade penal ou civil. O enquadramento poderá ser revisto conforme o avanço das investigações e a análise das circunstâncias do caso.
A perícia criminal foi acionada para realizar os levantamentos técnicos no local. O inquérito deverá reunir imagens, depoimentos, documentos e os demais elementos necessários para esclarecer a dinâmica da colisão.
Também foi constatado durante a ocorrência que o Troller estava com o licenciamento vencido.
A definição de eventual responsabilidade criminal caberá às autoridades responsáveis pela investigação, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, assegurados à investigada o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.



