Mãe de irmãos desaparecidos no Maranhão faz exame de DNA após suspeita envolvendo criança encontrada nos EUA

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Ágatha Isabelly e Allan Michael – Reprodução Redes Sociais

A mãe dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há oito meses em Bacabal, no Maranhão, teve material genético coletado pela Polícia Federal para possibilitar a comparação com o DNA de uma criança ainda não identificada nos Estados Unidos.

A coleta ocorreu nesta quarta-feira (9), em São Luís, depois que uma fotografia divulgada nos Estados Unidos chamou a atenção da família pela possível semelhança de uma das crianças localizadas com Allan. A imagem está relacionada a uma operação realizada por autoridades norte-americanas que localizou 163 crianças e adolescentes em agosto.

Apesar da expectativa da família, não há confirmação de que a criança seja Allan Michael nem evidência concreta de que os irmãos tenham sido levados aos Estados Unidos. A identificação dependerá da análise genética e da cooperação entre as autoridades.

Material será incluído em banco genético

Segundo informações da Polícia Federal divulgadas pelo Imirante, a amostra coletada da mãe, Clarice Cardoso, será encaminhada ao Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília. O perfil será inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos e poderá ser utilizado em comparações realizadas por meio da cooperação internacional.

A advogada da família, Nathaly Moraes, explicou que a comparação genética é necessária para confirmar ou descartar a possibilidade levantada após a divulgação da fotografia nos Estados Unidos.

A Polícia Federal também informou que deverá solicitar a inclusão dos irmãos na Difusão Amarela da Interpol, mecanismo internacional utilizado para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas. A publicação do alerta depende da análise da própria Interpol.

Irmãos desapareceram em janeiro

Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro de 2026, na zona rural de Bacabal, enquanto estavam com o primo Anderson Kauã, de 8 anos, nas proximidades da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos.

Anderson foi localizado com vida três dias depois, próximo a uma estrada, a aproximadamente quatro quilômetros de casa. Durante as buscas posteriores, cães farejadores identificaram sinais da presença dos três em uma casa abandonada. Esse permaneceu como um dos principais vestígios encontrados durante as operações.

As buscas mobilizaram forças de segurança, bombeiros, Marinha e voluntários, incluindo vistorias em áreas de mata e trechos do rio Mearim. Até o momento, Ágatha e Allan continuam oficialmente desaparecidos.

Informação sobre crianças resgatadas exige cautela

Há informações recentes que precisam ser diferenciadas. A Polícia Federal informou, a partir de dados repassados pelo departamento da Interpol no Brasil, que nenhum brasileiro estava entre os 163 menores resgatados na operação realizada nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o material genético da mãe foi coletado e disponibilizado para eventuais comparações internacionais relacionadas às buscas.

Portanto, até que exista confirmação oficial por exame genético ou pelas autoridades responsáveis, não é possível afirmar que qualquer criança encontrada nos Estados Unidos seja um dos irmãos desaparecidos.

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